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RS, RJ e SP têm novas mortes. Vacina só em outubro

Os estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo registraram nesta terça-feira mais 10 mortes causadas pela gripe A. No começo da noite, a Secretaria de Saúde gaúcha confirmou seis novas vítimas fatais da doença. Durante a tarde, o Rio anunciou mais duas mortes, enquanto duas cidades paulistas confirmaram um óbito cada. Mais cedo, o ministro da Saúde José Gomes Temporão disse que o país tem 192 mortes causadas pelo vírus influenza A (H1N1), de acordo com o balanço feito até o dia 9 de agosto.

No Rio Grande do Sul, já chegam a 55 os vítimas fatais da nova gripe. Segundo a Secretaria de Saúde, os exames que comprovaram a causa das mortes foram realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). Dois óbitos ocorreram na capital Porto Alegre – um homem de 59 anos que não tinha outras doenças e um bebê de 1 ano, que morreu em 27 de julho. Outras duas mortes foram registradas em Sapiranga, onde faleceram um homem de 51 anos, que tinha problemas cardíacos, e uma mulher de 61 anos sem outras doenças. Em Passo Fundo, foi registrada a morte de uma mulher de 27 anos que sofria de epilepsia e em Torres, a de uma jovem de 21 anos que havia acabado de dar à luz.

No Rio, a Secretaria estadual de Saúde confirmou mais duas mortes no estado causadas pela doença – ao todo, o estado já tem 35 vítimas fatais. Em São Paulo, as cidades de Campinas e São Bernardo do Campo confirmaram um óbito cada uma. Na segunda, foi a vez das cidades de Bauru, Nova Odessa e Jundiaí confirmarem mortes.

Vacina – Acaba de chegar ao Brasil a matéria-prima para produção de vacinas contra a gripe A (H1N1). Com isso, a vacina deve começar a ser produzida a partir de outubro no país. O processo é o mesmo usado para gripe comum, segundo Isaias Raw, presidente da Fundação Butantan, responsável por produzir a imunização. Será preciso, apenas, adaptá-la ao novo vírus.

Segundo Temporão, o Brasil deverá atender também países vizinhos, uma vez que não há outro país na América Latina autorizado a produzir a vacina contra gripe A. O Ministério da Saúde está negociando a importação de 17 milhões de doses da vacina, para somar-se ao que será produzido no Instituto Butantan. O ministro garante que não faltarão recursos para os órgãos de produção de remédios, vacinas e reagentes para diagnósticos.

Grávidas – Enquanto a vacina não chega, o país volta a atenção às gestantes, que são quatro vezes mais suscetíveis à gripe, de acordo com o vice-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), José Geraldo Ramos. Segundo o ministro Temporão, 28 grávidas morreram por complicações ocasionadas pela nova gripe – 30% delas apresentavam outros fatores de risco.

Pensando nelas, a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo decidiu recomendar restrições para grávidas que trabalhem em hospitais e escolas, para evitar a contaminação. A pasta ainda estuda o motivo pelo qual a mortalidade tem sido alta entre as grávidas, mas um dos possíveis fatores é a redução da imunidade, além de diminuição da capacidade pulmonar, especialmente nos três últimos meses de gestação.

O governo recomenda que hospitais e demais serviços de saúde transfiram temporariamente funcionárias grávidas para outros setores, cujas atividades sejam de menor risco e onde não haja contato com pacientes portadores de gripe. Do mesmo modo, escolas, centros de educação infantil e creches devem transferir temporariamente as gestantes para setores que não tenham presença de alunos gripados. Na impossibilidade de transferência, as instituições devem estudar alternativas legais de afastamento temporário das gestantes.

(com Agência Estado)