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Reposição de testosterona pode causar problemas cardiovasculares em homens

Estudo descobriu que terapia com o hormônio aumenta em quase 30% o risco de AVC, ataque cardíaco e morte

Por Da Redação 6 nov 2013, 12h15

Um novo estudo descobriu que homens com mais de 60 anos que fazem reposição de testosterona para tratar problemas de deficiência no hormônio têm maiores chances de morrer, de sofrer um ataque cardíaco ou de ter um derrame cerebral, comparados àqueles que apresentam a deficiência, mas não passam pelo tratamento.

A pesquisa, desenvolvida na Universidade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, e publicada nesta terça-feira no periódico Journal of the American Medical Association (JAMA), foi realizada com 8 709 homens que tinham deficiência em testosterona. Entre eles, 1 223 haviam recebido tratamento para elevar as taxas do hormônio. Todos foram acompanhados durante pouco mais de dois anos.

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Embora pouco utilizada pelo sexo masculino, a injeção hormonal pode ajudar a perder peso, melhorar o humor e o desempenho sexual, além de evitar colesterol alto. O procedimento é indicado somente aos homens com baixos níveis de testosterona.

Risco cardíaco – Os autores observaram que a prevalência de acidente vascular cerebral (AVC), ataque cardíaco ou morte entre os participantes do estudo que não passaram por uma reposição hormonal foi de 19,9%. Já entre os submetidos ao tratamento, essa taxa subiu para 25,7% – ou seja, um índice 29% maior. Os resultados se mantiveram iguais mesmo depois de os pesquisadores levarem em consideração outros fatores de risco para doenças cardiovasculares.

“Esses resultados aumentam a preocupação sobre a segurança do tratamento com testosterona, sobretudo entre os homens com mais idade”, escreveram os autores do estudo.

“Os benefícios (da terapia com testosterona) para esse grupo de homens compensam o aumento do risco de doenças cardíacas e mortes?”, questionou Anne Cappola, pesquisadora da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que foi convidada a comentar a pesquisa. Ela lembra que o estudo não esclareceu se esse risco maior de morte e doenças cardíacas também ocorre entre jovens que fazem uso de testosterona para aumentar a força física e a massa muscular.

(Com AFP)

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