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Reino Unido registra aumento de internações de bebês com Covid-19

Com a disseminação da variante ômcron, a proporção de crianças menores de um ano hospitalizadas subiu de 30% para 42%

Por Simone Blanes 14 jan 2022, 14h03

Com a disseminação da variante ômicron, o Reino Unido registrou um aumento significativo de internações de bebês com Covid-19. Embora sejam casos leves, a proporção de crianças menores de um ano subiu de 30% para 42%, segundo um estudo publicado na última sexta-feira, 7, no Scientific Advisory Group for Emergencies (Sage), baseado em um conjunto de hospitais do NHS (Serviço Nacional de Saúde), da Inglaterra.

Mas especialistas pedem calma, já que os bebês geralmente apresentam sintomas leves, entre eles tosse e febre. “Eu realmente quero enfatizar aqui o fato de que estes não são bebês particularmente doentes. Na verdade, eles estão vindo por curtos períodos de tempo para investigações”, disse Calum Semple, professor de saúde infantil e medicina de surtos da Universidade Liverpool. “Se olharmos para aqueles que foram para uma unidade de terapia intensiva, as proporções caíram com o tempo”.

Uma tendência semelhante foi registrada para a proporção de crianças que precisam de oxigênio e o tempo que passam no hospital: de quase sete dias, na primeira onda de Covid-19, para pouco menos de dois dias. Camilla Kingdon, presidente do Royal College of Pediatrics and Child Health, disse que os sintomas dos bebês se encaixam no que seria esperado em um inverno movimentado no Reino Unido. “

Um fator importante que poderia explicar a mudança de proporções em internações do público infantil é que boa parte das crianças maiores estão vacinadas. Mesmo assim, porém, o número de bebês hospitalizados com o coronavírus cresceu. “Pode ser que, por causa da vacinação e da infecção ter passado por idosos e adultos mais jovens, podemos estar vendo um impacto muito mais forte nas faixas etárias mais jovens neste momento”, explicou Semple.

Outra hipótese, de acordo com Russell Viner, professor de saúde infantil e adolescente da UCL, é que a ômicron parece afetar mais as vias aéreas superiores do que as outras variantes, bem menores em crianças mais novas. Ele também sugeriu que a nova cepa pode ter maior probabilidade de causar febre e sintomas semelhantes ao resfriado, o que também pode levar os bebês a uma visita ao hospital.

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