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Reino Unido pede que agência avalie segurança da vacina da AstraZeneca

Medicamento foi alvo de onda de dúvidas após a divulgação de resultados da Fase 3 de testes; Análise do orgão independente é fundamental para sua aprovação

Por Mariana Rosário Atualizado em 27 nov 2020, 11h20 - Publicado em 27 nov 2020, 11h16

O governo do Reino Unido solicitou formalmente que a agência reguladora de medicamentos e de saúde (da sigla em inglês MHRA) do país avalie a vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford para um fornecimento temporário, assim que a farmacêutica enviar os dados de segurança, qualidade e eficácia necessários.

De acordo com o governo, a movimentação significa “um primeiro passo significativo” para a aprovação da vacina, caso ela atenda os pré-requisitos necessários. A avaliação contínua já esta em curso.

Em nota, o secretário de Saúde e Assistência Social Matt Hanckock afirmou que o governo trabalha para implantar a vacina tão logo ela seja aprovada. “Solicitamos formalmente ao regulador que avalie a vacina Oxford e da AstraZeneca, para entender os dados e determinar se ela atende a padrões de segurança rigorosos. Esta carta é um passo importante para implantar uma vacina o mais rápido possível com segurança”, disse.

A previsão do governo é que o medicamento esteja aprovado até o final de dezembro. O imunizante da Pfizer BioNTech é outra vacina que recebeu o pedido de avaliação por parte do governo.

Dados sobre eficácia

Nesta semana a AstraZeneca divulgou que seu imunizante apresentou eficácia de até 90% quando administrado em meia dose seguida por uma dose completa. Quando administradas duas doses, a eficácia apresentada foi de 62%. Desta forma, no agregado, a eficiência média foi de 70%. A descoberta da potência da administração fracionada, no entanto, se deu por um erro de dosagem, que levantou dúvidas sobre os protocolos de testes. Ontem, o CEO da AstraZeneca admitiu que  pode iniciar uma nova rodada de testes internacionais para ratificar a descoberta.

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