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Raiva reaparece na capital paulista após 28 anos

No primeiro ano após a suspensão da campanha de vacinação, um gato foi encontrado morto em Moema, zona sul da capital paulista

Por Da Redação - 17 jan 2012, 07h09

Um gato morreu vítima de raiva em Moema, na zona sul de São Paulo, logo após a cidade enfrentar um ano de suspensão da campanha de vacinação antirrábica. A capital paulista não apresentava casos da doença em animais domésticos desde 1983. No estado, a última ocorrência foi em 2001. Se transmitida ao homem, a raiva quase sempre leva à morte.

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RAIVA

A doença é uma zoonose causada por um vírus, transmitida ao homem principalmente através da mordida de animais infectados. Atinge todo o sistema nervoso central, e se caracteriza por uma encefalite aguda e letal. Entre os sintomas estão: mal estar, pequeno aumento da temperatura, anorexia, cefaleia, náuseas, dor de garganta, entorpecimento, irritabilidade e inquietude.

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O animal morreu em outubro, mas o caso só veio à tona agora, quando ficaram prontos os resultados de testes feitos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. A suspeita inicial era de que a gata tivesse morrido por envenenamento, como outros na região. �”Tive cinco gatos que morreram por causa de chumbinho que jogaram no quintal. Achei que era mais um caso, mas eu a levei para a USP para analisarem o que a matou”�, diz a dona, a artesã Izabel Bonifácio da Cruz, 50 anos.

O gato de Izabel morreu em outubro, mas a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) do Município de São Paulo foram comunicadas apenas em dezembro. A demora na notificação teria sido atribuída a uma confusão em diagnosticar a causa da morte do animal.

(Com Agência Estado)

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