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Raios de beleza: o aparelho de última geração que caiu nas graças das celebridades

Dispositivo é capaz de estimular a produção de colágeno e combater a flacidez na pele — e faz bonito até em estudos

Por Ingrid Luisa 16 ago 2026, 08h00 | Atualizado em 17 ago 2026, 10h19
Raios de beleza: o aparelho de última geração que caiu nas graças das celebridades Priorizar nos meus resultados Google

Além dos milhões de seguidores nas redes sociais, o que a influenciadora Virginia Fonseca, a apresentadora Oprah Winfrey e a socialite Kim Kardashian têm em comum? A resposta passa pelo consultório de dermatologia: todas elas, e muitos outros famosos, testaram e aprovaram um equipamento chamado Xerf. Trata-se de uma tecnologia desenvolvida na Coreia do Sul que finalmente desembarca no Brasil com a promessa de fazer o que nenhum outro procedimento consegue: instigar intensamente a produção natural de colágeno, a proteína que dá sustentação à pele. Com isso, o dispositivo manejado por médicos consegue devolver firmeza e melhorar os contornos do rosto, um sonho que tem virado realidade nas postagens das celebridades, mas também em pesquisas apresentadas em conferências científicas.

TECNOLOGIA - O equipamento famoso: sessão pode custar de 8 000 a 14 000 reais
TECNOLOGIA - O equipamento famoso: sessão pode custar de 8 000 a 14 000 reais (./Divulgação)

Por aqui, ainda mais depois da propaganda feita recentemente pelo uso do aparelho por Virginia e o jogador Vini Jr., a demanda está aquecida. “Temos muitos pacientes ligando na clínica pedindo o procedimento”, diz a dermatologista Daniela Aidar, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A médica ressalta que, antes de embarcar no Xerf, é preciso, como de praxe, passar por uma boa consulta e avaliação clínica. “Mas ele realmente tem um diferencial: pode ser feito em qualquer tipo de rosto”, afirma.

Convém, contudo, entender de onde vem o sucesso meteórico dessa máquina da beleza. Xerf é a sigla para uma tecnologia baseada em uma nova forma de radiofrequência monopolar. O conceito não é novo: vem de aparelhos que emitem ondas eletromagnéticas a uma frequência de 6,78 mega­hertz capazes de penetrar na pele, gerando calor, reordenando as fibras locais e induzindo a formação de colágeno. O primeiro equipamento aprovado com essa proposta, ainda em 2002, foi o Thermage — pioneiro em suavizar rugas e flacidez sem cirurgia, mas também conhecido pelo desconforto durante as sessões. De lá para cá, outros despontaram, mais eficazes e menos dolorosos, pois ganharam um sistema de resfriamento mais potente, que resguarda a pele das altas temperaturas. E a tendência é finalmente coroada com o Xerf.

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FEZ E POSTOU - Virginia: propaganda de procedimento ainda na clínica
FEZ E POSTOU - Virginia: propaganda de procedimento ainda na clínica (@contourlinemed/Instagram)

Apresentado globalmente no fim de 2025, sua principal inovação é agregar outra frequência de radiação nas aplicações — ele combina, assim, as faixas de 6,78 e 2 megahertz. Parece um detalhe de física, mas não é. Essa dupla ação otimiza os estímulos à síntese de colágeno, não só “desamassando a pele” (efeito pelo qual a radiofrequência foi tão alardeada) como evitando o temido “derretimento facial”. “Com essa frequência de ondas extra, o Xerf pode ir mais fundo, atingindo até a capa de músculo e os ligamentos que dão sustentação ao rosto”, diz Aidar. A ideia é justamente agir por camadas, na superfície e nas profundezas. Daí os resultados imediatos e mantidos meses a fio. Fora isso, o Xerf emite a energia de forma modulada e uniforme, o que responde pela maior eficiência e por muito menos dor na aplicação.

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Muito além da fama nas redes, a tecnologia não se apoia apenas em relatos e fotos compartilhadas nos feeds e stories. A dermatologista Isabelle Wu, cofundadora da Tech4Doctors, congresso de tecnologias médicas que não aceita patrocínio das indústrias do ramo em nome da isenção, destaca que o Xerf é um dos poucos recursos do segmento a comprovar seus efeitos com estudos histológicos, aqueles que analisam com lupa microscópica as alterações na pele. “Isso representa uma validação científica que nem sempre vemos no mercado”, afirma.

Infográfico sobre o funcionamento do equipamento XERF em clínicas dermatológicas. Ilustra a pele em camadas recebendo ondas de radiofrequência, indicadas por setas vermelhas e laranjas, e um rosto com linhas pontilhadas vermelhas destacando áreas de tratamento na mandíbula e ao redor dos olhos. O texto descreve como o aparelho distribui calor, estimula colágeno e combate a flacidez, resultando em firmeza sem dor

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Na prática, para pessoas mais jovens, uma sessão ao ano tende a bastar, enquanto para aquelas acima de 50 anos duas aplicações seriam bem-­vindas, com intervalo mínimo de trinta dias. Tanto mulheres como homens podem tirar proveito. “Os pacientes saem felizes por já ver os resultados e não precisar de um tempo de recuperação”, nota Aidar. O saldo final é apreciado três meses depois, quando há o pico de produção de colágeno. Tantos predicados, claro, têm um preço. Uma sessão de Xerf custa entre 8 000 e 14 000 reais. “É uma tecnologia premium, o que não significa que seja restrita, haja vista a mudança de comportamento dos pacientes, que buscam cada vez mais tratamentos que promovem rejuvenescimento de forma natural e com retorno imediato à rotina”, diz Egio Almeida, CEO da Contourline, companhia que trouxe a novidade ao Brasil. Sim, a beleza também cobra investimento — e não só dos influencers.

Publicado em VEJA de 14 de agosto de 2026, edição nº 3008

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