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Queiroga adia para setembro o fim da imunização do grupo prioritário

O prazo anterior, estabelecido ainda na gestão de Eduardo Pazuello, era de que todos do grupo prioritário estivessem vacinados até o fim de maio

Por Da Redação Atualizado em 21 abr 2021, 21h05 - Publicado em 21 abr 2021, 21h00

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quarta-feira, 21, que a previsão da pasta para o encerramento da vacinação do grupo prioritário segundo o Plano Nacional de Imunização passou para o mês de setembro. O prazo anterior, estabelecido ainda na gestão de Eduardo Pazuello, era de que todos do grupo prioritário estivessem vacinados até o fim de maio.

“O processo de vacinação no Brasil tem ocorrido cada vez mais célere e, se continuar nesse ritmo, até setembro vamos atingir a imunização da população prevista no plano. Nosso objetivo é que isso ocorra antes, até porque o esforço deve resultar em novas doses de vacina. Não posso dizer taxativamente que tenhamos 40 milhões, 35, milhões e 45 milhões em maio porque depende da chegada de insumos no Brasil”, disse.

Na estimativa do Ministério da Saúde, fazem parte do grupo prioritário 77,2 milhões de pessoas no Brasil.

O ministro disse que está em tratativa com Pfizer para a aquisição de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, para entrega em 2022.

Kit intubação

Marcelo Queiroga afirmou também que o Ministério da Saúde vai realizar um pregão nacional e internacional para tentar normalizar os estoques de medicamentos do chamado kit intubação, usado em pacientes nas unidades de terapia intensiva.

De acordo com o ministro, o pregão será na modalidade sem fixação de preços. Queiroga explicou que o ministério já fez ações junto a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para a aquisição desses insumos, mas que o procedimento não é rápido e que decidiu fazer um pregão no intuito de conseguir os medicamentos em um prazo mais curto.

“Ocorre que não é rápida a chegada desses insumos. Isso demora, no mínimo, cerca de 40 dias para chegar, o que em tese é insuficiente para atender a demanda momentânea”, disse o ministro durante coletiva.

O ministro disse ainda que o ministério deve receber até o final do mês 1,1 milhão de medicamentos do kit intubação (formado basicamente por analgésicos, bloqueadores neuromusculares e sedativos) doados por empresas e que também espera a chegada de doações de outros países, como a Espanha.

“A Vale já nos doou dois milhões desses itens que foram distribuídos para estados e municípios. E ainda há 1,1 milhão [para receber], sendo que 900 mil chegam na próxima semana e 200 mil na primeira semana de maio”, disse. “A Espanha vai doar 80 mil itens desse kit de intubação com previsão de chegada na próxima semana”, acrescentou Queiroga.

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Ao fazer um balanço das ações do ministério para resolver a demanda por itens para intubação, Querioga disse que, na sua avaliação, o cenário é de tendência de estabilização das internações e óbitos, ainda que em um patamar elevado.

“Minha opinião é que a fase mais crítica em relação a kits de intubação e do oxigênio, nós estamos muito próximos de vencer”, afirmou.

Conitec

Queiroga disse ainda que vai submeter à análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) o coquetel de remédios contra Covid-19 da farmacêutica suíça Roche, aprovado para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A comissão é responsável por avaliar a introdução de produtos na rede do Sistema Único de Saúde. Segundo o ministro, o comitê vai analisar se o coquetel poderá ser utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) e também na saúde suplementar.

“Vamos avaliar tecnicamente e, no momento em que tivermos essa avaliação, vamos considerar esse medicamento para incorporação. Nós não consideramos apenas o emprego do medicamento no SUS mas também na saúde suplementar”, disse.

A próxima reunião da comissão está prevista para maio. Segundo Queiroga, o prazo para a análise é de até 180 dias, mas pode ser antecipado em razão da pandemia.

O ministro disse ainda que, além de fatores como eficácia e efetividade, a análise também vai se debruçar sobre questões econômicas, como o valor do medicamento, para saber se há viabilidade de utilização.

“Também há uma análise econômica que visa verificar os aspectos atinentes ao impacto orçamentário”, afirmou. De uma maneira geral é um debate em relação ao preço colocado [pela empresa], ao resultado que é prometido e o resultado que é obtido com o medicamento. Senão a gente não tem sustentabilidade no sistema de saúde”, afirmou.

Com Agência Brasil

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