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Quantidade inicial da variante Delta no sangue pode ser 300 vezes maior

A alta concentração facilitaria a transmissão do vírus de pessoa para pessoa

Por Cilene Pereira 24 ago 2021, 13h19

Um estudo realizado na Coreia do Sul indica que pessoas infectadas com a variante Delta do novo coronavírus apresentam carga viral inicial 300 vezes maior do que as contaminadas pela cepa original. Porém, segundo a Agência de Controle e Prevenção de Doenças sul-coreana, responsável pela pesquisa, a concentração viral cai cerca de 30 vezes depois de nove dias e chega ao mesmo nível do que é geralmente encontrado em contaminações por outras cepas após esse período.

O grande problema é que a maior taxa de concentração no início da infecção faz com que o vírus seja transmitido mais facilmente de pessoa para pessoa, o que leva ao aumento de internações. Para chegar aos números, os cientistas sul-coreanos compararam a carga viral de 1,8 mil pacientes infectados pela variante Delta com as apresentadas por 22,1 mil de indivíduos contaminados por outras cepas.

As autoridades de saúde sul-coreanas fizeram um apelo à população para que se vacinem e mantenham as medidas de distanciamento social. Na segunda-feira, a Coreia do Sul contabilizou 1.509 novos casos, o que elevou o total de infecções para 239,2 mil até agora, com 2,2 mil mortes. Apenas 24% dos 52 milhões de habitantes estão totalmente vacinados. Outros 51% receberam apenas uma dose dos imunizantes.

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