Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Próteses importadas antes da suspensão da Anvisa podem ser usadas

Segundo Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, está autorizado o uso dos implantes que entraram no Brasil até a 0h de quarta-feira

Por Da Redação 22 mar 2012, 11h20

As próteses mamárias de silicone fabricadas ou importadas até a 0h de quarta-feira podem ser utilizadas no país sem restrições, segundo afirmou a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). De acordo com a SBCP, a orientação tem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A partir de agora, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) terá que certificar a qualidades das próteses vendidas no Brasil, de acordo com resolução aprovada pela Anvisa na última terça-feira. Por isso, as importações desses produtos estão suspensas até a publicação de uma portaria que traga regras para a certificação dos implantes de silicone. De acordo com o Inmetro, as regras devem ser definidas até o final deste mês. A SBPC, por meio de nota, informou que a conclusão da regulamentação está prevista para 29 de março.

O caso – Em dezembro de 2011, o governo francês recomendou que todas as 30.000 mulheres que haviam recebido a prótese mamária da PIP no país retirassem o implante. Foi constatado que o fabricante do produto utilizava silicone industrial nas próteses, que apresentavam índices de ruptura acima do normal.

No Brasil 25.000 implantes da marca foram utilizados. Após o anúncio das autoridades da França, a Anvisa anunciou que cancelaria o registro das próteses e recolheria os implantes que ainda estavam em posse da importadora, cerca de 10.097. No mês seguinte, foi anunciado que a marca holandesa de silicones Rofil terceirizava o silicone industrial da PIP, e o registro da prótese também foi cancelado pela agência brasileira. Neste mês, a Anvisa publicou no Diário Oficial da União (DOU) a suspensão da importação, distribuição, comercialização e implantes das próteses mamárias dessas duas marcas.

Segundo diretrizes do Ministério da Saúde, tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) quanto os planos de saúde são obrigados a cobrir os gastos da cirurgia reparadora em mulheres que receberam próteses de alguma das duas marcas e que comprovaram a necessidade da troca dos silicones.

(Com Agência Estado)

Continua após a publicidade

Publicidade