Preços de remédios poderão sofrer reajuste de até 6,31%

Governo autorizou reajuste máximo para categorias de medicamentos em que os genéricos têm a maior participação nas vendas

Por Da Redação - 4 abr 2013, 09h26

Os medicamentos vendidos no Brasil poderão ter reajuste de até 6,31%, segundo resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União. Em 2012, o reajuste máximo foi de 5,85%. De acordo com a decisão, a alteração deverá ter como base o preço do fabricante praticado em 31 de março de 2012.

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O cálculo considerou a inflação acumulada no último ano, calculado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A autorização de reajuste dos medicamentos também leva em consideração a participação dos genéricos de cada produto. A lógica é a de que quanto mais genéricos uma categoria de remédios tem, mais elevada é a concorrência – e, assim, o reajuste pode ser maior.

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Assim, os medicamentos em que os genéricos representam ao menos 20% de todo o faturamento da categoria estão autorizados a sofrer o maior reajuste, de até 6,31%. Entre esses remédios, está o antibiótico amoxicilina. Medicamentos com genéricos que representam entre 15% e 20% das vendas, como o antipsicótico risperidona, estão autorizados a ter reajuste de até 4,51% em seus preços. A categoria com menor participação dos genéricos no faturamento (menos de 15%) poderá sofrer reajuste de até 2,7%.

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