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Por que a China está na contramão do mundo no enfrentamento à Covid-19

O país onde surgiram os primeiros casos, nos últimos dias de dezembro de 2019, tem hoje como obsessão evitar que o coronavírus volte a ser transmitido

Por Paula Felix Atualizado em 14 jan 2022, 18h34 - Publicado em 14 jan 2022, 06h00

A China está na contramão da tendência mundial de flexibilizar as medidas restritivas. O país onde surgiram os primeiros casos de Covid-19, nos últimos dias de dezembro de 2019, tem hoje como obsessão evitar que o coronavírus volte a ser transmitido. Por isso cidades inteiras continuam experimentando o confinamento, restritas a serviços essenciais. A ideia é criar zonas de Covid zero e, mesmo quando surge um número pequeno de casos, toda a população entra em quarentena. Dessa forma, quase 20 milhões de pessoas de três cidades estão em completo isolamento.

Na segunda-feira 10, após dois casos da variante de preocupação ômicron serem detectados em Anyang, cidade com 5,5 milhões de habitantes, a medida foi implementada. Em Yuzhou, o confinamento de 1,1 milhão de pessoas foi iniciado há uma semana. Já em Xian, os 13 milhões de moradores estão isolados há três semanas. O objetivo, segundo o governo chinês, é facilitar a testagem em massa da população. A política de controle extremo foi adotada pela potência oriental desde o começo da pandemia, mas, por causa do cansaço da população, é provável que não possa ser adotada por muito tempo.

Publicado em VEJA de 19 de janeiro de 2022, edição nº 2772

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