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Pílulas anticoncepcionais são ligadas a mortes no Canadá

Ao menos 23 mulheres que tomavam Yaz e Yasmin morreram nos últimos seis anos. Risco de coágulo sanguíneo seria de 1,5 a 3 vezes com os medicamentos

Ao menos 23 mulheres que tomavam pílulas anticoncepcionais de consumo frequente morreram nos últimos seis anos no Canadá, em sua maioria devido a coágulos no sangue, de acordo com documentos do Ministério da Saúde do país. Médicos e farmacêuticos, que são obrigados a notificar reações adversas, suspeitam que as pílulas Yaz e Yasmin, fabricadas pelo laboratório alemão Bayer, tenham causado as mortes. As informações são da rede de televisão CBC (Canadian Broadcasting Corporation).

Um dos casos que foram divulgados é o de Miranda Scott, de 18 anos, que morreu há três. “Ela caiu de costas e disse que não conseguia respirar”, contou Chip McClaughly, mãe de Miranda, à rede de TV canadense. Segundo a necrópsia, a jovem morreu devido a coágulos intravasculares disseminados – os coágulos se formaram em diversos vasos por todo o corpo da jovem.

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Canadá – Em 2011, a agência de saúde canadense emitiu um alerta sobre os riscos de coágulos das duas pílulas – elas teriam de 1,5 a 3 vezes mais riscos. Isso significa que, enquanto uma a cada 10 000 mulheres que fazem uso de outras pílulas podem vir a desenvolver um coágulo, três a cada 10 000 que tomam Yaz ou Yasmin podem ter um coágulo.

De acordo com documentos obtidos pelo Canadá, entre 2007 e fevereiro de 2013, médicos e farmacêuticos relataram 600 efeitos adversos e 23 mortes em casos. Mais da metade desses casos diz respeito a mulheres com menos de 26 anos, sendo a mais nova com 14 anos.

A Agência Americana de Alimentos e Medicamentos (FDA, sigla em inglês) já havia lançado em abril de 2012 uma advertência de que essas pílulas poderiam estar “vinculadas a um risco maior de coágulos no sangue”, e que essa informação deveria aparecer em sua bula. A Agência Europeia de Medicamentos também fez uma advertência similar em 2011.

As pílulas Yaz e Yasmin da Bayer estão entre as mais vendidas. Ambas contêm drospirenona combinada com etinil estradiol, um estrogênio comum nos contraceptivos orais.

(Com agência France-Presse)