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Pfizer diz que não mantém ‘negociações paralelas com governos estaduais’

Em comunicado, empresa afirmou que continua em negociações com o governo federal para um possível fornecimento de sua vacina contra a Covid-19

Por Giulia Vidale Atualizado em 5 jan 2021, 17h54 - Publicado em 5 jan 2021, 17h42

A Pfizer afirmou nesta terça-feira, 5, que não mantém “negociações paralelas com governos estaduais” para um possível fornecimento direto da vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a BioNTech. A empresa americana admitiu, porém, que tem recebido contato de alguns estados brasileiros, mas continua em negociações com o governo federal, de quem aguarda uma definição.

Na segunda-feira, 4, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Eduardo Lula, que também é secretário de Saúde do Maranhão, disse, em entrevista à rádio CBN, que os estados iniciaram negociação paralela para a aquisição da vacina da Pfizer. “A gente tem cobrado do Ministério da Saúde, precisamos de uma data. E, neste caso, a gente não tem nem data para iniciar a imunização. Hoje, a gente iniciou uma negociação com a Pfizer, porque a gente não vai ficar só olhando para o alento”, disse o presidente do Conass.

A negociação entre a Pfizer e o governo federal para a compra da vacina contra a Covid-19 se estende, sem nenhuma definição, desde agosto de 2020 quando a companhia apresentou a primeira oferta de fornecimento do imunizante, que permitiria começar a vacinação no início deste ano. Na ocasião, o governo federal ignorou a farmacêutica, de acordo com o presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, em entrevista à VEJA em agosto.

A Pfizer então iniciou uma negociação direta com os estados. Entretanto, nenhum acordo foi fechado, já que o governo federal demostrou interesse na compra do imunizante após a divulgação dos resultados dos testes clínicos fase 3, que atestaram a segurança e eficácia de 95% da vacina.

Em dezembro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou a compra de 70 milhões de doses da vacina. O governo assinou a carta de intenção de compra, mas até o momento, não oficializou o acordo. Os entraves no acordo com o governo brasileiro incluem o não interesse da companhia em um acordo de transferência de tecnologia, as dificuldades de armazenamento da vacina e o termo de isenção de responsabilidade sobre eventos adversos futuros associados à vacina, exigido pela farmacêutica em contrato.

Na nota divulgada nesta terça-feira, 5, a Pfizer ressaltou que “tem atuado com os governos federais em todo o mundo para que sua vacina possa ser uma opção na luta contra a pandemia”. O imunizante já está aprovado e em uso em diversos países, incluindo Estados Unidos, Canadá e países membros da União Europeia.

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