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Pesquisadores temem que vírus da Covid-19 crie resistência a novas drogas

Debate sobre o tema ganha força com a distribuição dos dois antivirais aprovados pela FDA, a agência reguladora americana

Por Da Redação 22 jan 2022, 18h07

À medida que os medicamentos Paxlovid, da Pfizer, e molnupiravir, pílula da Merck – MSD no Brasil –  em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics, os primeiros antivirais contra a Covid-19 aprovados pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora dos Estados Unidos, começam a ser distribuídos em larga escala, pesquisadores temem que o vírus encontrará maneiras de driblar a eficiência das drogas.

Ambos os medicamentos devem ser tomados quando surgirem os primeiros sintomas, evitando o agravamento da doença. Mas os vírus têm alta capacidade de mutação e podem desenvolver resistência a eles. No caso de antivirais usados sozinhos, como é o caso dos dois, o risco é maior. É por isso que o tratamento de outros vírus, como HIV e hepatite C, consiste em coquetéis com várias drogas.

“Sabemos que é provável que isso aconteça em algum momento, então precisamos dar o máximo e cortá-lo pela raiz antes que ele saia do controle”, afirmou Katherine Seley-Radtke, professora de química da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, em entrevista ao The Wall Street Journal.

A provação emergencial dos dois medicamentos pela FDA prevê o envio de relatórios mensais por parte dos laboratórios farmacêuticos com informações sobre quaisquer indícios de resistência. Além disso, os fabricantes dos antivirais precisam monitorar a eficácia das drogas contras as variantes e oferecer amostras para que pesquisadores do governo façam suas próprias análises.

O molnupiravir é indicado a adultos maiores de 18 anos que tenham testado positivo para a doença e apresentem alto risco de desenvolvimento de quadros graves, incluindo internação ou morte. Feito de anticorpos monoclonais, proteínas produzidas em laboratório que imitam anticorpos gerados naturalmente pelo organismo, o tratamento funciona como uma aplicação extra de anticorpos contra o coronavírus no organismo de pessoas infectadas, impedindo a progressão severa da doença.

Já a pílula Paxlovid, da Pfizer, é indicada para maiores de 12 anos que também apresentem alto risco de desenvolvimento grave da doença, incluindo hospitalização ou óbito. A droga age bloqueando uma enzima chamada protease, envolvida em sua replicação.

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