Pesquisadores criam ingrediente que enche a barriga
Produto tem como componente principal o propionato, que estimula o intestino a secretar hormônios que inibem a sensação de fome
Por Da Redação
access_time
11 dez 2014, 07h12
Em um estudo comparativo, pessoas que ingeriram substância à base de propionato comeram 14% menos do que voluntários que consumiram fibras (Thinkstock/VEJA/VEJA)
Pesquisadores ingleses desenvolveram um ingrediente que aumenta a sensação de saciedade, mesmo se ingerido em pequena quantidade. A descoberta foi publicada na quarta-feira no periódico Gut.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Effects of targeted delivery of propionate to the human colon on appetite regulation, body weight maintenance and adiposity in overweight adults
Onde foi divulgada: periódico Gut
Quem fez: Edward S Chambers, Alexander Viardot, Arianna Psichas, Douglas J Morrison, Kevin G Murphy, Sagen E K Zac-Varghese, Kenneth MacDougall e colegas.
Instituição: Imperial College London, na Inglaterra, e outras.
Resultado: Ingrediente à base de propionato aumenta a sensação de saciedade, o que faz a pessoa a comer menos e ajuda a emagrecer.
O ingrediente tem como componente principal o propionato, que estimula o intestino a secretar hormônios que inibem a sensação de fome. O propionato é diariamente obtido pelo organismo em pequenas quantidades, advindo da fermentação das fibras no intestino. No novo produto, a substância é oferecida em maior quantidade.
Etapas – Participaram do estudo 20 pessoas separadas em dois grupos, um que tomou o propionato e outro que consumiu fibras. Todos os voluntários foram orientados a comer até ficar com a barriga cheia. Aqueles que ingeriram o propionato comeram 14% menos, em média, e apresentaram em exames de sangues maiores concentrações de hormônios relacionados à redução do apetite.
Em uma segunda fase, foram selecionados outros 60 participantes com sobrepeso. Eles foram separados em dois grupos: um recebeu um ingrediente à base de propionato para colocar nos alimentos e o outro ganhou fibras.
Ao longo de 24 semanas, ninguém no grupo do propionato ganhou mais de 5% do seu peso corporal, ante 4% dos que comeram as fibras. Além disso, aqueles que ingeriram o propionato apresentaram menos gordura no abdômen e no fígado, comparados com os voluntários do outro grupo.
“Sabemos que os adultos ganham de 300 a 800 gramas por ano, em média. É necessário descobrir estratégias que impeçam isso”, diz Gary Frost, coautor do estudo e professor da Imperial College London. “Nosso estudo mostra sinais encorajadores de que complementar a dieta com o ingrediente que desenvolvemos evita o ganho de peso.”
Venda – Os pesquisadores estão explorando em quais alimentos o propionato pode ser adicionado sem perder a sua função. Além disso, um grupo de cientistas trabalha para comercializar o ingrediente.
-
1. Acupuntura
zoom_out_map
1/9
(Thinkstock/VEJA/VEJA) Uma pesquisa publicada no fim de 2013 mostrou que a
acupuntura auricular, que se baseia na ideia de que a orelha representa todas as partes do corpo humano, pode ser aliada na perda de peso. O estudo selecionou 91 pessoas com sobrepeso e as dividiu em três grupos: aquelas que foram tratadas com agulhas em cinco pontos específicos da orelha (como os relacionados ao baço, ao estômago e ao apetite), as tratadas com agulha em um ponto da orelha associado ao apetite e as submetidas a um procedimento falso. Após dois meses de tratamento, o índice de massa corporal (IMC) dos voluntários do primeiro grupo caiu 6,1%, em média, e os do segundo 5,7%. Não houve redução no IMC dos participantes do grupo do placebo.
-
2. Refeições em casa
zoom_out_map
2/9
(Thinkstock/VEJA/VEJA) Um estudo feito na Faculdade de Medicina da USP concluiu que
comer fora de casa aumenta o risco de engordar. Segundo a pesquisa, a prevalência de sobrepeso ou obesidade é de 59% entre quem se alimenta em restaurantes, enquanto a média na cidade de São Paulo, onde o trabalho foi feito, é de 47,9%. Para os autores da pesquisa, a conclusão se explica pelo fato de os restaurantes terem uma maior variedade de alimentos calóricos, como carnes e frituras, o que aumenta a chance de uma pessoa exagerar nas calorias consumidas.
-
3. Ioga
zoom_out_map
3/9
(Thinkstock/VEJA/VEJA)
Um estudo publicado em 2009 no periódico "Journal of the American Dietetic Association" concluiu que a prática de ioga pode reduzir o risco de obesidade. Segundo os autores, a atividade está associada a uma alimentação mais consciente, isto é, ao hábito de comer porque sente fome e de parar quando está satisfeito. A pesquisa avaliou 300 pessoas e concluiu que os iogues eram mais conscientes de sua alimentação e tendiam a ter um índice de massa corporal (IMC) menor do que aqueles que não praticavam a atividade.
-
4. Sono reparador
zoom_out_map
4/9
(Thinkstock/VEJA/VEJA) Não são poucas as pesquisas científicas que comprovam que um sono ruim e o excesso de peso andam juntos. Um
estudo americano publicado em 2013 concluiu que a privação do sono tem efeito duplo no cérebro: estimular a região que controla a motivação para comer diante de um alimento gorduroso e reduzir a atividade na área responsável por medir as consequências de uma ação e tomar decisões de forma racional. Em outras palavras, o cérebro de quem dorme mal tem mais vontade de consumir batata frita e não consegue rejeitar esse tipo de comida. Outra pesquisa mostrou que uma má noite de sono, além de aumentar o cansaço (o que diminui as chances de uma pessoa trocar o sofá pelo exercício),
reduz o potencial de queima calórica do organismo.
-
5. Refeição na hora certa
zoom_out_map
5/9
(Thinkstock/VEJA/VEJA) Uma pesquisa da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que adultos que
fazem a principal refeição do dia mais tarde do que o comum (almoçam depois das três horas da tarde, por exemplo) tendem a enfrentar maiores dificuldades para emagrecer. O estudo, feito com mais de 400 pessoas que estavam de dieta, observou que aquelas que comiam mais tarde perderam significativamente menos peso ao longo de cinco meses do que as que se alimentavam mais cedo.
-
6. Televisão fora do quarto
zoom_out_map
6/9
(Thinkstock/VEJA/VEJA) Pesquisas recentes já constataram que ter televisão no quarto aumenta o tempo que uma pessoa passa em frente ao aparelho e eleva as chances de ela fazer algumas das refeições enquanto assiste TV. Consequentemente, ela come muito, se exercita pouco e acumula gordura no corpo. Um estudo do Centro de Pesquisas Biomédicas Pennington, nos Estados Unidos, observou que crianças que tinham televisão no quarto, em comparação com as que não tinham, passavam mais tempo sentadas em frente ao aparelho e tinham
maiores níveis de gordura subcutânea (que geralmente se acumula na barriga, nas pernas e no culote), de gordura visceral (que fica em torno dos órgãos) e de circunferência abdominal.
-
7. Consumo de proteína
zoom_out_map
7/9
(Thinkstock/VEJA/VEJA) O consumo de proteína é essencial para o bom funcionamento do corpo — e um aliado do emagrecimento. Uma pesquisa publicada em 2011 no periódico
"Obesity" comprovou que o nutriente
aumenta a sensação de saciedade ao longo do dia em pessoas que estão tentando perder peso. O exagero, no entanto, não é recomendado. Um estudo divulgado em abril deste ano concluiu que uma dieta rica em proteína (quando o nutriente representa mais de 20% das calorias ingeridas no dia)
pode encurtar a vida. Além disso, é preciso limitar o consumo de alimentos ricos em proteína e gordura saturada (portanto, calóricos), como carne vermelha, queijos e ovos.
-
8. Mais refeições e pratos menores
zoom_out_map
8/9
(ThinkStock/VEJA/VEJA) Aumentar a quantidade de refeições e diminuir as porções pode ajudar a perder peso. Os lanchinhos reduzem a fome no almoço ou jantar e, consequentemente, a ingestão calórica. Uma pesquisa grega feita com crianças — cujo resultado pode se aplicar aos adultos — mostrou que quem faz mais de três refeições por dia tem um risco 22% menor de ser obeso ou ter sobrepeso. Além disso, um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, provou que
o tamanho do prato interfere na quantidade de comida consumida por uma pessoa — quanto maior o prato, maior a quantidade de calorias ingerida.
-
9. Prática de exercícios, mesmo que pouca
zoom_out_map
9/9
(Thinkstock/VEJA/VEJA) Fazer alguma atividade física é essencial para todas as pessoas, especialmente para quem deseja emagrecer, já que os exercícios queimam as calorias consumidas e impedem que elas se acumulem. Não é preciso exercitar-se muito para obter o benefício. Uma pesquisa dinamarquesa publicada em 2012 concluiu, após avaliar 60 homens obesos, que a perda de peso foi semelhante com a
prática de 30 ou 60 minutos de exercícios três vezes por semana. Essas atividades devem ser de moderadas a intensas, suficientes para produzir suor, como uma caminhada rápida pelo bairro.