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Pesquisa identifica duas mutações genéticas envolvidas com o câncer de mama

Uma das variações está associada a um tipo raro e agressivo da doença que não responde ao tratamento convencional

Um estudo publicado nesta quinta-feira na revista médica Nature identificou duas variações genéticas associadas ao câncer de mama que não haviam sido relacionadas à doença anteriormente. Esses resultados fazem parte de um dos maiores trabalhos sobre o sequenciamento genético desse câncer. A pesquisa foi feita por pesquisadores de diversas instituições dos Estados Unidos e do México, incluindo o Instituto Broad, ligado à Universidade Harvard e ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

Após realizarem o sequenciamento genético do DNA obtido pelo tecido de 103 pacientes com câncer de mama, os pesquisadores descobriram que uma mutação envolvendo os genes MAGI3 e Akt3 está associada a um tipo raro e agressivo do câncer de mama. De acordo com os autores, esse tumor não responde ao tratamento convencional aplicado à doença. O outro achado da equipe indicou que mutações nos genes CBFB e RUNX1, que já haviam sido relacionadas a cânceres que atingem o sangue, também estão ligadas aos tumores na mama.

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“Antes, esses genes não estariam no topo da lista de genes que acreditamos ter relação com o câncer de mama. É exatamente esse o objetivo de realizar esse tipo de análise. Esses resultados nos dão a oportunidade de identificar variações genéticas que nunca havíamos imaginado estarem envolvidas com o câncer”, diz Alfredo Miranda, chefe do laboratório de genoma do câncer do Instituto Nacional de Medicina Genômica, no México, e um dos autores da pesquisa. “Mostramos que, de fato, há uma grande diversidade de mutações genéticas envolvidas no câncer de mama. Nós não conhecemos todas, mas cada vez mais as novas informações nos ajudarão a identificá-las.”

Clique nas perguntas abaixo para saber mais sobre câncer de mama:

Dr. Antonio Wolff

O oncologista Antonio Wolff é especialista em câncer de mama. Está começando um projeto de pesquisa com 8.000 mulheres, que fará testes com dois remédios – trastuzumabe e lapatinibe. Os primeiros resultados deverão começar a aparecer em dois anos.

Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Wolff é pesquisador da Universidade Johns Hopkins há doze anos. Ali, atende pacientes duas vezes por semana e estuda, faz pesquisas, dá palestras. Seu foco é no que pode ser feito para melhorar a vida do paciente.

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