Clique e assine a partir de 9,90/mês

Perigo no mar: 30% dos navios de cruzeiro apresentaram problemas sanitários durante a temporada 2010/2011

Cerca de 90% dos itens inspecionados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária nestes navios não apresentaram condições satisfatórias

Por Da Redação - 14 set 2011, 15h12

Cerca de 30% dos navios de cruzeiro que estiveram na costa brasileira durante a temporada 2010/2011 não apresentaram condições sanitárias satisfatórias em pelo menos 90% dos itens inspecionados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O dado foi divulgado nesta quarta-feira pela agência.

Entre os principais problemas encontrados nos navios estão o controle da qualidade da água e o armazenamento, preparo e distribuição de comida. Tais irregularidades podem resultar em consumo de alimentos contaminados ou perda da qualidade da água, facilitando a ocorrência de doenças a bordo.

A maioria das irregularidades encontradas em alimentos (44%) diz respeito à existência de materiais fora de uso, como produtos de saneamento e vassouras, na área em que os itens são recebidos. Além disso, em 26% dos casos, os alimentos não foram mantidos em condições de temperatura ideais enquanto estavam expostos para consumo.

No caso dos problemas relacionados à água, em 30% dos casos os produtos utilizados na desinfecção e tratamento de água potável não foram armazenados em local arejado, com tela e fechado. Esses produtos também não eram guardados em local isolado e a quantidade do estoque era insuficiente para uso durante toda a viagem.

Continua após a publicidade

Doenças – Os dados da Anvisa apontam que 792 pessoas sofreram com problemas de saúde em navios de cruzeiro, número que representa uma queda de 82% no total de doentes, se comparado a temporada anterior. Entre os principais problemas estiveram diarreia aguda e gripe.

Na temporada 2010/2011, 45 embarcações estiveram em águas brasileiras, sendo que cerca de um terço da frota tem idade de construção entre 11 e 20 anos. No total, a Anvisa realizou 60 inspeções.

(Com Agência Estado)

Publicidade