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Pela primeira vez, médicos transplantam coração sem batimento

Técnica desenvolvida na Austrália reanimou órgãos que ficaram por 20 minutos sem apresentar batimentos

Por Da Redação - 24 out 2014, 17h28

Cirurgiões australianos anunciaram nesta sexta-feira que conseguiram, pela primeira vez, transplantar um coração que já havia deixado de bater, avanço que pode revolucionar a técnica de doação de órgãos.

Até agora, médicos utilizavam apenas corações que permaneciam com batimentos, procedentes de doadores com morte cerebral, para realizar transplantes. No entanto, os especialistas do Hospital Saint Vincent, na Austrália, conseguiram desenvolver uma técnica para “ressuscitar” órgãos cujos batimentos ficaram parados por até 20 minutos.

“Nós já sabíamos que, até certo tempo, o coração pode ser reanimado, assim como outros órgãos. Agora, conseguimos fazer isso com a ajuda de uma máquina”, diz o cirurgião Kumud Dhital, professor da Universidade de New South Wales, em Sydney, e um dos membros da equipe.

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A técnica consiste em transferir o coração do doador a uma máquina portátil. Nela, o órgão é mantido em uma inovadora solução que o conserva e o reanima, e permanece aquecido e com seus batimentos normalizados até o momento do transplante.

A equipe australiana aplicou a técnica em três pacientes. Dois deles se recuperam com normalidade e um está na unidade de terapia intensiva do hospital australiano.

“É um grande passo para reduzir a escassez de órgãos doados”, disse, em comunicado, Peter MacDonald, diretor do Hospital Saint Vicent. “Eu me atreveria a dizer que, nos próximos cinco anos, veremos cada vez mais transplantes com o novo método.”

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(Com agência France-Presse)

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