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Pediatras americanos recomendam uso de DIU a adolescentes

Entidade médica considera que esse método, ao lado dos implantes hormonais, funcionam melhor para jovens sexualmente ativas evitarem uma gravidez

Por Da Redação 29 set 2014, 11h50

A Academia Americana de Pediatria (APA, sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira um documento no qual recomenda o uso do DIU (dispositivo intrauterino) e implantes hormonais a adolescentes sexualmente ativas. Segundo a entidade, esses métodos têm menores chances de falhar em comparação com abordagens mais comuns entre as mais jovens, como a pílula, adesivos contraceptivos e injeções.

No entanto, a APA lembra que nenhum método contraceptivo exclui a necessidade de se usar camisinha em toda relação para prevenir doenças sexualmente transmissíveis e aumentar a proteção contra uma gravidez indesejada.

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O DIU deve ser inserido no útero por um médico e impede a subida dos espermatozoides pelas trompas. A contracepção acontece porque o cobre presente no dispositivo tem ação espermicida – ou seja, o método não libera hormônios. Uma vez inserido, dura de sete a dez anos. Já implantes hormonais são inseridos sob a pele do braço da mulher, e o efeito das substâncias liberadas duram até três anos.

Segundo a APA, todos os métodos contraceptivos disponíveis atualmente são eficazes. Porém, a possibilidade de e a paciente esquecer-se de tomar a pílula algum dia, ou de colocar o adesivo no dia correto, por exemplo, pode aumentar as chances de falha. Como o DIU e os implantes hormonais funcionam a longo prazo, o risco desse problema é menor.

As diretrizes da academia sobre o assunto não eram atualizadas desde 2007, quando as recomendações não recomendavam o uso de métodos contraceptivos específicos além da camisinha.

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