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Pandemia aumenta casos de bruxismo nos consultórios de dentistas

Situação está relacionada a tensão provocada pelo período; Especialistas dão dicas de como atenuar os sintomas

Por Mariana Rosário - 2 out 2020, 13h58

A pandemia da Covid-19 aumentou a demanda de atendimento para casos de bruxismo em consultórios de odontologia brasileiros. O problema consiste em ranger ou pressionar os dentes, sobretudo durante o sono. A resposta para a avolumada busca por esses especialistas está na tensão emocional causada pela emergência sanitária, combinada com os períodos de quarentena, instaurados em meados de março, para a contenção do avanço do vírus. Medo, angústia e ansiedade são agravantes do problema, dizem os especialistas, e podem explicar a corrida aos consultórios.

Para se ter uma ideia da movimentação, no Google a busca pelo termo “bruxismo” bateu recorde de registros neste período. O último mês de agosto em comparação com dezembro de 2019 teve um fluxo de pesquisa 89% maior. Trata-se do maior patamar de interesse no assunto desde 2004, quando foi iniciada medição histórica. Na rede Dr. Consulta, especializada em serviços particulares a preços populares, a estimativa é que neste ano o atendimento de pacientes com problemas relacionados à pressão entre os dentes seja três vezes superior ao que foi registrado em 2019. “Cerca de 90% dos casos que atendemos na emergência neste período foi de fratura dental, que é a maior ocorrência”, afirma Aldo Brugnera, diretor clínico de odontologia da rede. “A maioria das pessoas relata angústia por receio de perder o emprego, medo do que pode ocorrer no futuro, entre outras questões”, aponta. 

Aos que apresentam sintomas característicos do problema (dor ao acordar na face e na cabeça, sensação de que a mandíbula está travada e desgaste no esmalte dos dentes) é indicado que procure um especialista para iniciar o tratamento. “Não basta somente utilizar as placas noturnas que diminuem o impacto da pressão, é preciso realizar uma análise completa e entender as razões dessa tensão noturna. Em alguns casos, inclusive, é indicada a terapia cognitiva comportamental”, explica a dentista Eliana Vago, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

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Em todos os casos — de maior ou menor complexidade — é indicado manter hábitos saudáveis, como exercitar-se e buscar uma alimentação saudável para atenuar o problema. Também tem impacto positivo realizar a chamada higiene do sono, que consiste em evitar toma café após as seis da tarde, evitar o consumo de álcool e o uso de celular e computador minutos antes antes de ir para a cama.

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