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Padilha vai ao Congresso para conversar com deputados sobre MP do Mais Médicos

Expectativa é de que o relatório seja votado em duas semanas e, depois, apreciado pelos plenários da Câmara e do Senado em 30 dias

Por Da Redação 17 set 2013, 16h56

Os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Aloizio Mercadante (Educação) se reuniram nesta terça-feira com líderes da base governista na Câmara dos Deputados para discutir o relatório final da Medida Provisória que trata do Programa Mais Médicos, a ser apresentado nesta quarta-feira, na Comissão Especial Mista. A expectativa é de que a votação do relatório ocorra em duas semanas e, a partir daí, seja apreciado pelos plenários da Câmara e do Senado em 30 dia. Ainda nesta terça-feira, os parlamentares promoverão a última audiência pública sobre a MP.

Padilha saiu do encontro confiante na aprovação do relatório, que será submetido ao crivo do Ministério da Saúde antes de ir à votação. “Estou muito otimista. Existe a sensibilidade de deputados e senadores de que o Programa Mais Médicos é o primeiro passo para mudar a realidade de saúde do País”, afirmou. Padilha disse que seu “trabalho de formiguinha” refletirá na aprovação do projeto. “A base está convencida da importância deste programa”, avaliou o relator Rogério Carvalho (PT-SE).

Um dos pontos em discussão é a universalização da residência para todos os formados em medicina. O objetivo é tornar obrigatório para quem quer se especializar um ano da residência no Sistema Único de Saúde (SUS) com foco em atendimento na atenção básica (urgências e emergências). “É o resgate da prática geral da Medicina, que há muitos anos se perdeu no Brasil”, disse o relator.

O relator também deve incluir no relatório a realização de um teste obrigatório de progresso dos estudantes de medicina. Na proposta, o aluno seria submetido a cada dois anos a uma avaliação (três ao longo de seis anos do curso) e, na especialização, faria outras duas provas para avaliar o “ganho de competência”.

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Boicote – Padilha e Mercadante saíram da reunião com a base aliada ressaltando o apoio da maioria da população revelado pelas pesquisas. “Acho que as entidades médicas deveriam dialogar com esse sentimento da população”, disse Mercadante.

O ministro da Saúde reclamou das tentativas de boicote na fase de inscrição dos médicos brasileiros, das ações judiciais, da desistência dos profissionais brasileiros ao assumir as vagas e das ameaças contra tutores e supervisores do programa. Ele enfatizou, no entanto, que está disposto a confrontar todas as contestações contra o programa que não tenham base técnica e jurídica.

Padilha também negou que o programa tenha cunho eleitoreiro, como critica a oposição. De acordo com ele, o estado do Pará, governado pelo PSDB, recebeu o maior contingente de médicos cubanos. “É a demonstração de que este programa não tem nenhuma motivação eleitoral”, respondeu.

(Com Estadão Conteúdo)

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