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“Paciente Esperanza” pode ser segundo caso de cura espontânea do HIV

Moradora da Argentina, ela teve mais de 1 bilhão de células analisadas por pesquisadores e vírus não foi detectado. Evento é extremamente raro

Por Paula Felix 16 nov 2021, 12h24

Uma mulher da Argentina, conhecida como “Paciente Esperanza”, pode ser a segunda pessoa no mundo a ser curada do HIV por ação do próprio sistema imunológico, sem a necessidade de transplante de células-tronco. O achado foi divulgado nesta terça-feira, 16, por pesquisadores argentinos e americanos no periódico Anais de Medicina Interna.

De acordo com os cientistas, a paciente ficou com o vírus indetectável por mais de oito anos e, após análise de 1,188 bilhão de células mononucleares do sangue periférico e 503 milhões de células mononucleares de tecidos placentários, o vírus causador da Aids não foi encontrado.

Na publicação, eles informaram que as observações sugerem que ocorreu uma “cura esterilizante”, um evento extremamente raro, mas possível em pessoas que vivem com o HIV. No entanto, fazem a ressalva de que este é um episódio nunca comprovado empiricamente.

A mulher, que teve a identidade preservada, é chamada de “Paciente Esperanza” em referência à cidade onde ela mora.

No ano passado, uma mulher de 66 anos também foi apontada como um caso de cura espontânea do vírus.

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