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OMS tem primeiro funcionário infectado por ebola

Especialista em epidemiologia estava em Serra Leoa. Vírus já matou 1,3 mil pessoas em diferentes países da África Ocidental

Por Da Redação 24 ago 2014, 15h01

Um funcionário da Organização Mundial de Saúde (OMS) foi infectado pelo vírus ebola – é o primeiro caso registrado dentro da instituição. O comunicado feito pela OMS e divulgado neste domingo aponta que um de seus colaboradores na África inoculou vírus que já matou 1,3 mil pessoas. Segundo a nota, que não especifica o nome do funcionário, ele estava em Serra Leoa e é especialista em epidemiologia.

A OMS garante que o funcionário receberá “o melhor tratamento possível” e admite que considera a possibilidade de enviar o doente a outro centro de atendimento.

Desde o início da crise, a OMS mandou para a região cerca de 400 especialistas, entre eles brasileiros. Nos países mais afetados pela doença, um total de 225 médicos e enfermeiras locais acabaram contraindo a doença ao lidar com os pacientes – 130 deles morreram.

Em sua defesa, a OMS insiste que sabe dos riscos que esses profissionais enfrentam para cumprir seu trabalho. Mas garante que a entidade oferece aos colaboradores acesso a equipamentos apropriados.

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Britânico – O primeiro cidadão britânico infectado com o vírus ebola será levado para tratamento no Reino Unido em um jato enviado pela Força Aérea Real. O britânico, que não teve sua identidade revelada, estava trabalhando em um centro de tratamento de ebola também em Serra Leoa.

De acordo com o diretor de comunicações do Ministério da Saúde de Serra Leoa, Sidie Yayah Tunis, o paciente foi levado em uma ambulância ao principal aeroporto do país, na cidade de Lungi, e seria transferido para o Reino Unido ainda neste domingo.

Segundo o Departamento de Saúde da Grã-Bretanha, o paciente será tratado no Hospital Royal Free, em Londres, que conta com uma unidade isolada para doenças infecciosas.

De acordo com a OMS, Serra Leoa já registrou 910 casos de ebola, com 392 mortes. Após serem infectados, dois norte-americanos e um médico espanhol foram transferidos para os seus países e receberam um tratamento experimental para o vírus. O espanhol morreu, mas os norte-americanos receberam alta nesta semana.

(Com Estadão Conteúdo)

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