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OMS quer proibir cigarro eletrônico a menores de 18 anos

Organização considera que produto ameaça a saúde de adolescentes e também recomenda que ele seja vetado em espaços públicos fechados

Por Da Redação - 26 ago 2014, 13h23

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou nesta terça-feira que a venda de cigarros eletrônicos a menores de 18 anos seja proibida por considerar que o produto representa “graves ameaças” para os adolescentes. O órgão também defende a proibição do uso do dispositivo em espaços públicos fechados “até que fique demonstrado que o vapor exalado não é perigoso para outras pessoas”.

Especialistas ainda não chegaram a um consenso quanto à substituição de cigarros convencionais por sua versão eletrônica. A proposta do cigarro eletrônico é oferecer nicotina sem expor o indivíduo aos prejuízos da queima do fumo (e das substâncias cancerígenas derivadas do tabaco). Enquanto alguns estudos sugerem que o dispositivo pode ajudar o fumante a largar o vício, outros não apontaram benefício algum e mostraram que o cigarro eletrônico pode ser tão maléfico quanto o comum.

Segundo o documento da OMS, há evidências suficientes para advertir crianças, adolescentes e mulheres grávidas contra o uso de inaladores eletrônicos. Segundo o órgão, os prejuízos do produto podem afetar o desenvolvimento cerebral dos mais jovens e fetos. Apesar disso, o órgão reconheceu que o cigarro eletrônico é menos tóxico do que os cigarros convencionais.

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Vendas – O mercado dos inaladores eletrônicos de nicotina está em crescimento. A OMS calcula que em 2014 havia 466 marcas do dispositivo e que em 2013 foram gastos 3 bilhões de dólares em todo o mundo nesse tipo de produtos. As vendas devem aumentar em até 17 vezes até 2030, de acordo com o órgão.

No Brasil, a venda e a importação, mas não o uso, de cigarros eletrônicos são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

(Com AFP)

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