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OMS inaugura cúpula africana para combater epidemia de Ebola

Balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde aponta que número de mortos subiu para 467 na Guiné, Libéria e Serra Leoa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou nesta quarta-feira uma reunião de cúpula de dois dias para estudar a adoção de um plano de luta contra a epidemia do vírus Ebola na África Ocidental, a mais letal da história. Ministros da Saúde de onze países da África Ocidental e especialistas internacionais participam do evento em Acra, capital de Gana.

Segundo um comunicado divulgado pela OMS na terça-feira, desde março deste ano, a epidemia já deixou 467 mortos na Guiné, Libéria e Serra Leoa. Trata-se de uma elevação de 38% em relação ao último balanço da entidade, publicado em 24 de junho. Há, ainda, 759 casos suspeitos registrados nos três países.

“É a maior epidemia em termos de pessoas afetadas, de mortos e de extensão geográfica”, afirma o comunicado da OMS. “As decisões tomadas durante esta reunião serão determinantes para combater a atual epidemia e as que estão por vir.” Ante a alta constante da mortalidade e o número de pessoas afetadas pelo vírus, a OMS advertiu que são “necessárias medidas drásticas” para frear essa doença altamente contagiosa.

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Risco de propagação – Na sexta-feira passada, a OMS já tinha advertido para o risco de propagação da epidemia de Ebola aos países vizinhos às nações afetadas, mas considerou contraproducentes as restrições de deslocamento. Na grande maioria dos casos registrados, o vírus é transmitido por contato nos serviços médicos, mas também nos funerais, pois ele sobrevive nos cadáveres.

O epicentro da epidemia está nos arredores da cidade de Gueckedou, no sul da Guiné. Dali se espalhou para Serra Leoa e Libéria, pois muitos doentes viajam a esses países para receber cuidados médicos, segundo a OMS.

Descoberto em 1976, na atual República Democrática do Congo (RDC), o vírus do Ebola é muito contagioso e o índice de mortalidade pode atingir 90% dos casos, ainda de acordo com a organização. Não existe uma vacina homologada contra a febre do Ebola, que se manifesta com hemorragias, vômitos e diarreia.

(Com AFP)