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OMS faz apelo por seringas de uso único para evitar infecções

Segundo entidade, injeções reutilizadas ou compartilhadas infectaram 1,7 milhão de pessoas com o vírus da hepatite B, 315 000 pelo vírus da hepatite C e 33 800 pelo HIV em 2014

Por Da Redação - 23 fev 2015, 14h35

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo nesta segunda-feira para que sejam utilizadas seringas de uso único, a fim de prevenir a propagação de doenças infecciosas. De acordo com a organização, “milhões de pessoas poderiam se proteger contra infecções transmitidas por injeções se todos os programas de saúde utilizassem seringas de uso único”.

Segundo um estudo de 2014, cerca de 1,7 milhão de pessoas foram contaminadas pelo vírus da hepatite B, 315 000 pelo vírus da hepatite C e 33 800 pelo HIV por causa de injeções reutilizadas ou compartilhadas. A cada ano, são aplicadas 16 bilhões de injeções, 90% das quais utilizadas para administrar medicamentos. Nestes casos, avisa a OMS, os remédios podem ser substituídos por pílulas.

Nos casos em que injeções são necessárias, as chamada seringas “inteligentes” são uma solução apontada pela organização. Por serem equipadas com um sistema que bloqueia segundas aplicações, elas podem ser utilizadas apenas uma vez. Em alguns modelos, a agulha se retrai após o uso e, em outros, o êmbolo não pode ser puxado novamente sem quebrar. No entanto, enquanto as seringas convencionais custam entre 0,03 e 0,04 dólar para as Nações Unidas, as “inteligentes” saem pelo menos pelo dobro.

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(Com Agência France-Presse)

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