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OMS diz que surto de varíola dos macacos atinge 50 países

Segundo entidade, 3.413 casos confirmados laboratorialmente e 86% dos registros são na Europa; Brasil contabiliza 20 casos

Por Paula Felix Atualizado em 13 jul 2022, 17h02 - Publicado em 28 jun 2022, 11h53

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que há 3.413 casos confirmados laboratorialmente de varíola dos macacos (monkeypox, em inglês) e que o surto da zoonose capaz de infectar humanos foi detectado em 50 países. Até o momento, uma morte foi registrada. O balanço atualizado considera casos registrados até 22 de junho.

No levantamento anterior, com informações até 15 de junho, eram 2.103 casos em 42 países e a morte, registrada na Nigéria, já tinha sido relatada à entidade. Segundo a OMS, 86% dos casos foram contabilizados na Europa e 11% ocorreram na região das Américas.

Nesta terça-feira, 28, o Ministério da Saúde informou que 20 casos da doença foram identificados no Brasil. São 14 no estado de São Paulo, quatro no Rio de Janeiro e dois no Rio Grande do Sul. Outros 20 estão em investigação no Ceará (4), Rio Grande do Sul (3), Paraná (3), Santa Catarina (2), Espírito Santo (1), Acre (1), Rio Grande do Norte (1), Minas Gerais (1), Goiás (1) e Distrito Federal (1).

Na semana passada, especialistas da OMS se reuniram para definir se o surto poderia ser considerado uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC, na sigla em inglês), nível mais alto de alerta da entidade para uma doença em circulação. Mas, no último sábado, 25, foi informado que, neste momento, o status não será alterado.

Descoberta em 1958, a varíola dos macacos recebeu este nome por ter sido observada pela primeira vez em primatas utilizados em pesquisa. Ela circula principalmente entre roedores e humanos podem se infectar com o consumo da carne, contato com animais mortos ou ferimentos causados por eles.

Entre os sintomas, estão: febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. A erupção cutânea começa geralmente no rosto e, depois, se espalha para outras partes do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença é endêmica em países da África central e ocidental, como República Democrática do Congo e Nigéria.

Análises preliminares sobre os primeiros casos do atual surto na Europa e na América do Norte demonstraram que o vírus foi detectado por serviços de cuidados primários ou de saúde sexual e os principais pacientes eram homens que fazem sexo com homens. No entanto, a OMS já alertou que esta não é uma doença que afeta grupos específicos e que qualquer pessoa pode contraí-la se tiver contato próximo com alguém infectado.

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