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OMS divulga diretrizes para acesso de homossexuais a tratamentos anti-aids

Um dos objetivos é evitar a exclusão em países onde o homossexualismo é perseguido ou não é reconhecido legalmente

Por Da Redação - 21 jun 2011, 14h39

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou nesta terça-feira pela primeira vez “diretrizes mundiais” destinadas a ampliar o acesso dos homossexuais aos tratamentos contra a aids. Essas diretrizes instam os países a facilitar a prevenção e o acesso dos homossexuais aos tratamentos contra a aids e a tomar medidas que evitem a exclusão que essa parcela da população sofre em 75 países do mundo – a maioria na África, onde o homossexualismo é perseguido e não é legalmente reconhecido para os transexuais.

O diretor do Departamento HIV/Aids da OMS, Gottfried Hirnschall, afirmou que os homossexuais têm 20 vezes mais risco de contrair o vírus HIV que o restante da população, e os transexuais têm uma taxa de infecção que varia entre 8 e 68%, de acordo com o país. “Se não dermos atenção a essa população-chave da epidemia, nunca conseguiremos erradicá-la”, disse Hirnschall.

O diretor criticou também “a perseguição, a exclusão, a discriminação e outras formas de violência” sofridas pelos gays em vários países. Segundo ele, isso faz com que frequentemente os doentes tenham acesso tardio aos serviços de saúde ou não tenham acesso algum.

(Com agência France-Presse)

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