O que fazer diante da escalada de casos de sarampo no estado de São Paulo
Com 16 casos confirmados no estado, autoridades ampliaram a recomendação de vacinação; saiba quem deve receber a dose
O estado de São Paulo confirmou o 16º caso de sarampo registrado em 2026. Até o momento, foram identificados 13 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
O cenário levou a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) a recomendar a vacinação contra a doença para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, com o objetivo de interromper a circulação do vírus. A estratégia, que começou na segunda-feira, 3, vale até para quem já recebeu as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
A Campanha de Multivacinação vai até 1º de setembro. Nos demais 642 municípios paulistas, a campanha estadual será voltada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de até 15 anos.
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente mais recente mora na capital e é um bebê do sexo masculino com menos de um ano. Ele tinha tomado apenas uma dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
O sarampo é uma das doenças infecciosas mais contagiosas que existem. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes, segundo o Ministério da Saúde.
A transmissão ocorre pelo ar, por meio de gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar.
Quem deve se vacinar?
A principal forma de prevenção contra o sarampo continua sendo a vacina tríplice viral.
A recomendação atual é que todos os moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com idade entre seis meses e 59 anos, procurem os postos de saúde para receber a vacina de reforço contra o sarampo, inclusive quem já tomou.
Em outras cidades, conforme orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), o esquema vacinal varia de acordo com a idade. Em geral, o esquema vacinal prevê:
- duas doses para crianças, aplicadas aos 12 e aos 15 meses de idade;
- duas doses para pessoas de até 29 anos que ainda não estejam imunizadas;
- uma dose para adultos entre 30 e 59 anos, caso não tenham comprovação de vacinação anterior.
Crianças, adolescentes e adultos não vacinados devem procurar a unidade de saúde mais próxima para atualizar a caderneta, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.
Na rotina dos serviços públicos de vacinação, há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
Quem não sabe se foi vacinado deve procurar uma unidade de saúde para avaliar a carteira de vacinação.
Quais são os sintomas?
Os principais sinais e sintomas do sarampo são as famosas manchas vermelhas (exantema) no corpo e febre alta (acima de 38,5°C) acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas:
- Tosse seca;
- Irritação nos olhos (conjuntivite);
- Mal-estar intenso.
As manchas costumam surgir alguns dias após o início da febre. É comum que elas apareçam primeiro no rosto e atrás das orelhas, antes de se espalharem pelo restante do corpo. A persistência da febre após o aparecimento das manchas é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.
Quem apresentar sintomas compatíveis deve procurar atendimento médico e evitar contato com outras pessoas até receber orientação profissional. Como o vírus permanece suspenso no ar por até duas horas em ambientes fechados, o isolamento ajuda a reduzir o risco de transmissão.
Também é importante informar ao profissional de saúde se houve contato com pessoas diagnosticadas com sarampo ou viagens recentes para áreas onde há circulação do vírus.







