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O medicamento experimental que reduziu pela metade mortes por Covid-19

Pílula oral é a primeira droga a demonstrar uma diminuição clínica significativa em óbitos de pacientes hospitalizados em estado grave

Por Simone Blanes 11 abr 2022, 19h11

Um medicamento experimental reduziu pela metade a taxa de mortalidade entre pacientes graves de Covid-19, que estavam recebendo oxigênio suplementar pelo alto risco de desenvolvimento de doença pulmonar grave, anunciaram os executivos da Veru Inc., fabricante do pílula oral, nesta segunda-feira, 11.

Trata-se da sabizabulina, que teve o ensaio clínico interrompido mais cedo, por recomendação de monitores de segurança independentes. Os resultados desse estudo, porém, não foram revisados ​​por especialistas externos ou publicados em uma revista médica. A Veru anunciou as descobertas em uma entrevista coletiva fazendo com que as ações da empresa abrissem a bolsa de valores com alta de 35%, imediatamente após o comunicado, no início da manhã.

No ensaio clínico, cerca de metade dos 52 participantes do estudo que receberam placebo, juntamente com cuidados regulares, morreram em 60 dias, um indicador de quão doentes estavam. Entre os outros 98 participantes que receberam a sabizabulina, porém, a taxa de mortalidade foi de 20% após a administração do remédio, uma vez ao dia, por até 21 dias. “A sabizabulina é a primeira droga a demonstrar uma redução clínica e estatisticamente significativa nas mortes em pacientes hospitalizados”, disse Mitchell Steiner, executivo-chefe da Veru. “Isso representa um grande avanço. A maioria das restrições da Covid-19 foi suspensa nos Estados Unidos após a diminuição do número de casos, mas as hospitalizações e mortes em todo o mundo continuam altos. Novas variantes estão prestes a surgir, e os surtos se seguirão” acrescentou. Perto de um milhão de americanos morreram de Covid-19, e ainda há 570 mortes por dia, em média.

Segundo Steiner, a droga recebeu o chamado “status de fast-track” pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora americana em janeiro. A designação destina-se a estimular o desenvolvimento e a revisão mais rápidos de novos tratamentos que atendam às necessidades médicas, visando condições graves ou com risco de vida. “A empresa planeja se reunir com a agência no final deste mês e solicitará autorização de uso emergencial para a sabizabulina”, disse Steiner. A FDA não comentou o assunto.

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