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Nutricionista explica por que o brasileiro anda ‘trocando’ a proteína pela fibra

Nutriente ocupa topo de lista dos mais procurados do país, segundo pesquisa inédita

Por Flávio Monteiro 20 ago 2026, 10h00 | Atualizado em 20 ago 2026, 10h36
Nutricionista explica por que o brasileiro anda ‘trocando’ a proteína pela fibra Priorizar nos meus resultados Google

Por muito tempo, a proteína ocupou o topo da lista dos nutrientes mais procurados em alimentos pelos brasileiros. No entanto, uma nova pesquisa mostra que seu posto de queridinha do país foi derrubado por outro tipo de nutriente: a fibra. Importantíssimo para o bom funcionamento do organismo, o nutriente registrou mais de 240 mil buscas no Google nos últimos doze meses, levantando uma questão: o que explica essa nova tendência?

De acordo com um levantamento publicado pela Maximum Boxing, a busca por “alimentos com fibra” chegou a 247 mil no último ano, uma vantagem expressiva em relação ao segundo lugar, a vitamina B12, que teve somente 207 mil buscas. Já a proteína, antiga favorita dos brasileiros, caiu para o terceiro lugar, com 149 mil buscas. A razão é simples: a preocupação do público moderno deixou de focar apenas em calorias e emagrecimento, mas também em saúde intestinal, controle da glicemia e saciedade — processos que são muito beneficiados pelas fibras.

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“As fibras ajudam no funcionamento intestinal e na formação das fezes, aumentam a saciedade e podem colaborar para um melhor controle da glicemia e do colesterol. Refeições com boas fontes de fibras também tendem a sustentar mais do que refeições muito pobres nesse nutriente”, explica a nutricionista Marina Gusmão. Para além disso, a própria facilidade de encontrar o nutriente em diferentes alimentos é uma razão para a nova “moda”. Feijão, lentilha, grão-de-bico, aveia, chia e linhaça são opções de alimentos ricos em fibras.

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Embora o nutriente seja repleto de vantagens, é preciso tomar cuidado para não cair na falácia do “quanto mais, melhor”. De acordo com a coloproctologista Aline Amaro, passar a consumir fibras em excesso de forma descontrolada não é uma boa ideia. “Quando uma pessoa que consumia pouca fibra aumenta a quantidade de maneira muito rápida, pode apresentar gases, distensão abdominal, sensação de estufamento e desconforto. Isso acontece porque parte dessas fibras é fermentada pelas bactérias intestinais, um processo que também produz gases”, diz.

Por isso, a melhor forma de começar a incluir esse tipo de alimento é de forma progressiva, sempre acompanhada de uma boa hidratação. “A fibra é uma grande aliada do intestino, mas precisa ser utilizada dentro do contexto e das necessidades de cada pessoa”, finaliza Amaro.

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