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Número de transplantes cresce 12,7% no 1º semestre

Segundo balanço nacional do Ministério da Saúde, maior crescimento foi registrado nas operações de pulmão, que dobraram em relação a 2011

O Ministério da Saúde registrou um aumento de 12,7% no número de transplantes feitos no Brasil no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período em 2011. Segundo o órgão, o procedimento de pulmão foi o que mais avançou – as cirurgias dobraram em relação ao ano anterior. O balanço foi divulgado em Brasília nesta quinta-feira, mesmo dia em que é comemorado o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos.

Ao todo, 12.287 transplantes foram realizados entre janeiro e junho de 2012 – em 2011, no mesmo período, esse número foi de 10.905. Depois das operações de pulmão, as que demonstraram maior crescimento foram as de coração (29%), medula óssea (17%), rim (14%), córnea (13%) e fígado (13%). De acordo o Ministério, alguns estados, como Acre, Paraná e São Paulo, conseguiram eliminar a lista de espera por transplantes de córnea neste ano.

Assim como o número de cirurgias, o total de doadores de órgãos também aumentou. No primeiro semestre de 2011, foram registrados 997 doadores e, no mesmo período em 2012, esse número foi para 1.212 – um crescimento de 22%. “Esse crescimento reforça o aumento do desejo de doação e confiança da população no Sistema Nacional de Transplantes. Essa combinação é fundamental para que a gente mantenha um crescimento sustentável da doação e reduza as filas de espera por órgãos”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

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Regiões – Os três estados brasileiros que registraram o maior crescimento no número de transplantes estão localizados na região Norte. São eles o Acre, onde o número das cirurgias aumentou em onze vezes no período; o Amazonas, que triplicou os transplantes, e o Pará, que duplicou as operações. Já em números absolutos, o maior número de transplantes no primeiro semestre de 2012 foi registrado pelo estado de São Paulo (4.754), seguido por Minas Gerais (1.097) e Paraná (937).

O crescimento registrado neste ano foi maior do que o observado de 2010 para 2011, quando o número de transplantes no país aumentou em 10%. Até o ano passado, porém, o Ministério registrava também os transplantes autólogos – ou seja, feitos a partir da medula do paciente. No entanto, neste ano foram considerados apenas os transplantes de órgãos feitos de um paciente ao outro.

Capacitação – Durante a divulgação dos dados, Padilha também assinou uma portaria que institui atividades de auxílio em doação de órgãos e transplantes como forma de estimular centros de saúde a realizarem esse tipo de procedimento ou então de melhorar sua qualidade. Segundo o ministro, para ser habilitado o centro de excelência deve fazer parte da rede pública ou ser uma entidade sem fins lucrativos, que atenda de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS).