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Novo programa de imunização terá mais vacinas em uma única injeção

A pentabrasil, ainda em fase de registro na Anvisa, protege contra hemófilos, pneumococo, difteria, tétano e coqueluche

Por Da Redação 5 set 2011, 08h40

O Programa Nacional de Imunização será alterado em 2012. A ideia é concentrar mais vacinas em um mesmo produto para reduzir o número de injeções aplicadas nas crianças. Uma das vacinas combinadas, batizada de pentabrasil, está em fase de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Desenvolvida pela Fiocruz e pelo Butantã, ela protege contra hemófilos (causador da meningite em crianças), pneumococo, difteria, tétano e coqueluche.

Uma outra vacina, ainda em fase final de desenvolvimento, é uma associação da tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) com hepatite B, também feita nos laboratórios públicos brasileiros. A expectativa é incorporar os imunizantes já no próximo ano. Eles viriam na mesma época da reintrodução da vacina injetável contra a poliomielite, justamente para neutralizar a chegada de mais um produto que exige para sua aplicação o uso de seringa e agulha. A preocupação em limitar as vacinas injetáveis ocorre por três motivos: simplificar a logística, reduzir ao máximo o número de acidentes e garantir a alta cobertura vacinal.

�O programa nacional traz vacinas contra várias doenças. “Muitas vezes, diante do desconforto apresentado pela aplicação de uma delas, pais deixam de dar o imunizante seguinte previsto no esquema, pensando em poupar a criança�”, conta Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde. �”Mas, muitas vezes, justamente as que não são aplicadas são as que protegem contra as doenças mais graves”�, diz.

Dificuldades – Barbosa observa que, além de garantir maior cobertura vacinal, quanto mais vacinas combinadas forem ofertadas, menor a infraestrutura exigida. “�Quando incorporamos um produto, ele não vem sozinho. É preciso pensar em mais seringas, mais agulhas, uma área maior de refrigeração. É uma operação grande, principalmente quando falamos de todo o país. Se conseguirmos fazer vacinas associadas, melhor”�, explica o secretário.

A dificuldade fica estampada na diferença entre as duas campanhas de vacinação. A Sabin, em gotas, é oferecida em cerca de 115.000 postos de vacinação no Brasil. Nas campanhas feitas com imunizantes que precisam ser injetáveis, o número de postos passa para 65.000.

Justamente por isso, a secretaria comandada por Barbosa está estudando qual será a melhor estratégia para a mudança na vacina contra pólio. A troca, que já ocorreu em outros países, é recomendada pelo fato de a vacina injetável ser mais segura: ela é produzida com vírus morto. A Sabin, por sua vez, é feita com vírus atenuado – o que traz um risco, embora muito raro, de a criança desenvolver a doença, chamada pólio vacinal.

(Com Agência Estado)

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