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Nem todo mundo se beneficia da atividade física, diz estudo

Segundo pesquisadores, porém, essa conclusão não deve incentivar pessoas a parar de se exercitar

Por Da Redação 4 jun 2012, 09h46

Ao contrário do que se pensa, nem todas as pessoas apresentam melhora na saúde com a prática de atividades físicas, sugere um novo estudo americano. De acordo com a pesquisa, 7% dos indivíduos podem ter piora em problemas cardíacos e diabetes com os exercícios. Porém, segundo os autores do trabalho, isso não deve incentivar as pessoas ao sedentarismo – o melhor nesses casos e buscar orientação profissional. As conclusões foram publicados nesta quarta-feira no periódico PLoS One.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Adverse Metabolic Response to Regular Exercise: Is It a Rare or Common Occurrence?

Onde foi divulgada: periódico PLoS One

Quem fez: Claude Bouchard, Steven Blair, Timothy Church, Conrad Earnest, James Hagberg, Keijo Häkkinen, Nathan Jenkins, Laura Karavirta, William Kraus, Mark Sarzynski, James Skinner, Cris Slentz e Tuomo Rankinen

Instituição: Centro de Pesquisas Biomédicas Pennington, EUA

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Dados de amostragem: 1.687 adultos

Resultado: 7% das pessoas que praticam atividade física regular apresentam piora em dois ou mais fatores de risco para doenças cardíacas ou diabetes, como aumento da pressão sanguínea ou de níveis de colesterol

Segundo os pesquisadores, que são do Centro de Pesquisas Biomédicas Pennington, nos Estados Unidos, outros trabalhos já estabeleceram que cada pessoa responde de uma maneira aos exercícios físicos e apresentam melhora nos quadros de saúde em níveis diferentes. No entanto, ainda não estava claro se existem indivíduos que se prejudicam com a prática regular de atividades.

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Nesse trabalho, a equipe se baseou em outras seis pesquisas sobre o tema que envolveram, ao todo, 1.687 adultos. Eles observaram as pessoas que mostraram uma piora em algum fator de risco para diversas doenças, como aumento da pressão sanguínea, dos níveis de colesterol e de resistência à insulina. Os pesquisadores concluíram que, com a prática frequente de atividade física, 7% dos participantes apresentaram reação em dois ou mais fatores de risco. Além disso, 8,4% das pessoas demonstraram piora no quadro de resistência à insulina, 12,2% na pressão sanguínea e 13,3% nos níveis de colesterol. A equipe não encontrou resultados diferentes entre homens e mulheres.

Os autores do estudo, no entanto, não acreditam que esses resultados sejam suficientes para fazer com que as pessoas deixem de praticar atividades físicas, já que ainda não é conhecido o mecanismo pelo qual os exercícios podem prejudicar certos indivíduos. “Precisamos identificar de que maneira os exercícios afetam essas pessoas para que a prática de exercícios possa ser personalizada”, escreveram os autores no artigo.

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