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Mulheres podem – sim – ficar mais jovens após menopausa

A terapia de reposição hormonal deixa o cérebro da paciente mais coordenado

Por Da Redação 25 nov 2010, 10h10

“Os hormônios sexuais são poderosos em mudar a forma como o cérebro é organizado, e podem afetar não só o funcionamento sexual e reprodutivo, mas também o comportamento cognitivo”

Markus Hausmann, coordenador do estudo

Mulheres na menopausa não precisam mais ficar receosas com as terapias de reposição hormonal. Um novo estudo constatou que esse processo é capaz de devolver às pacientes as funções cognitivas de uma jovem e pode levar até à descoberta de um método mais preciso de prevenção contra derrames.

Durante a menopausa, as mulheres têm uma queda nos níveis do hormônio estrógeno, que leva à redução do apetite sexual, ondas repentinas de calor, alterações de humor, desgaste ósseo e transpiração noturna. O tratamento hormonal repõe o estrógeno perdido e, segundo o que se sabia até hoje, combate esses sintomas.

Só que os psicólogos da Universidade de Durham, na Inglaterra, acrescentaram mais um item à lista de benefícios da terapia. Foram testadas as coordenações motoras de 62 mulheres pós-menopausa, entre 46 e 71 anos. Destas, 36 faziam reposição hormonal. A cada voluntária foi pedido que fizesse uma série de testes como apertar botões com ambas as mãos. As que eram submetidas ao tratamento se saíram muito melhor o que, para os pesquisadores, é sinal de que as duas partes do cérebro ficam mais coordenadas.

Segundo os pesquisadores, a conclusão sugere que os hormônios abrem caminhos entre os dois lados do cérebro, estimulando sua interação. “Os hormônios sexuais são poderosos em mudar a forma como o cérebro é organizado, e podem afetar não só o funcionamento sexual e reprodutivo, mas também o comportamento cognitivo”, destaca Markus Hausmann, coordenador do estudo. “A terapia hormonal ajuda o cérebro das mulheres a se organizar mais ou menos da mesma maneira que o cérebro das mais jovens”, completa.

Estudos prévios já haviam apontado que o tratamento protegia funções cerebrais importantes, como a memória. Apesar de ainda ser cedo para se ter certeza, a esperança dos pesquisadores é que esses hormônios também façam das mulheres menos vulneráveis a derrames e outras doenças “dividindo as funções do cérebro entre as duas metades, conforme elas vão envelhecendo”.

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