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Mulher dá à luz após transplante de seu próprio tecido ovariano congelado na infância

O caso traz esperança para inúmeras jovens vítimas de câncer e outras doenças que perdem sua fertilidade após o tratamento.

Por Da Redação 10 jun 2015, 14h32

Uma belga se tornou a primeira mulher no mundo a ter a fertilidade restabelecida com um transplante de seu próprio tecido ovariano congelado antes da puberdade. É o que diz um relatório publicado recentemente no periódico científico Human Reproduction.

A moça, hoje com 27 anos, não só teve sua fertilidade restabelecida, como engravidou de forma natural e deu à luz a um bebê saudável. De acordo com os especialistas, esse é um importante avanço para a reprodução humana, pois nos casos relatados até então os tecidos enxertados haviam sido retirados de mulheres que já menstruavam.

Na época da retirada do ovário a paciente tinha 13 anos e sofria de uma anemia falciforme tão grave que a única forma de curá-la era realizar um transplante de medula óssea. O procedimento exige que o sistema imunológico da paciente seja desativado por meio de quimioterapia ou radioterapia para não rejeitar a nova medula. O problema é que isso pode destruir de forma permanente a função dos ovários e, consequentemente, a fertilidade da mulher.

Mesmo sem garantias de que o tecido congelado traria benefícios no futuro, a equipe médica decidiu retirar o ovário direito da paciente e congelar os fragmentos. O transplante de medula óssea foi bem sucedido, mas pouco tempo depois o ovário esquerdo parou de funcionar e aos 15 anos a moça, cujo nome não foi divulgado, precisou iniciar reposição hormonal.

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Dez anos depois ela expressou o desejo de ter um filho e os médicos decidiram tentar realizar o enxerto dos fragmentos congelados do tecido ovariano. Como o ovário esquerdo estava atrofiado, apenas quatro fragmentos puderam ser implantados. As outras onze partes foram colocadas sob a pele e ao redor do abdômen.

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Em um caso inédito, os tecidos enxertados começaram a produzir ovócitos maduros e a paciente começou a menstruar normalmente. Ela engravidou naturalmente dois anos após este transplante e deu à luz um menino. De acordo com os médicos as funções ovarianas permanecem normais e ela poderá ter mais filhos no futuro.

Esse é um importante avanço. Quando crianças diagnosticadas com doenças requerem tratamentos que podem destruir a função dos ovários, o congelamento de tecido ovariano é a única opção disponível para preservar sua fertilidade”, disse Isabelle Demeestere, que liderou a equipe de tratamento do Hospital Erasme, na Bélgica.

(Da redação)

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