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Mortes na UTI: MP do Paraná vai denunciar envolvidos

Inquérito foi concluído na segunda-feira (4) passada. Além da médica Virgínia Soares de Souza, outros três médicos e uma enfermeira foram detidos

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) confirmou, na manhã desta segunda-feira, que vai oferecer denúncia contra os profissionais acusados pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), da Polícia Civil do Paraná, de antecipar a morte de pacientes na UTI Geral do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. O documento será protocolado na Vara de Inquéritos Policiais ainda na tarde desta segunda-feira.

De acordo com a assessoria de imprensa do MP, mais detalhes sobre o processo serão conhecidos ao longo da tarde. Ainda não se sabe se todos os acusados serão indiciados.

O inquérito levou à prisão da então chefe da UTI, Virgínia Helena Soares de Souza, no dia 19 de fevereiro. Além dela, três médicos e uma enfermeira estão detidos. Uma quinta médica também foi indiciada, porém permanece em liberdade.

Entrevista – Na noite deste domingo (10), Virgínia concedeu a primeira entrevista desde sua prisão. Ela usou um gravador para responder às perguntas enviadas pelo Fantástico através de seu advogado, Elias Mattar Assad. “Nunca fui negligente, imprudente. Nunca tive uma infração ética registrada, uma queixa e exerci a medicina de forma consciente, correta”, declarou. “Não sou Deus, não sou perfeita. Erros podem ter acontecido, mas jamais de forma intencional”, completou.

Virgínia afirmou, ainda, que as testemunhas que depuseram contra ela não têm conhecimento médico. Outros depoimentos teriam sido de pessoas que haviam sido demitidas e agora pretendem se vingar. Ela refutou a hipótese de favorecimento no atendimento de pacientes encaminhados por planos de saúde particulares. “Muitas vezes é mais fácil um doente sobreviver quando ele é do SUS do que de plano de saúde, pois alguns procedimentos emergenciais de planos de saúde que deveriam ser liberados de forma imediata demoram a ser liberados.”

A médica reiterou sua inocência diante das acusações: “Ficamos submetidos a julgamento de pessoas sem capacidade de compreensão”.

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