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Ministério muda protocolo e prioridade é evitar mortes

O principal objetivo do Ministério da Saúde a partir de agora será evitar as mortes causadas pela gripe suína, e não mais tentar conter a disseminação do vírus. A informação foi publicada em reportagem da edição desta segunda-feira do jornal Folha de S. Paulo. A doença, tratada cada vez mais como epidêmica no Brasil, já matou 15 pessoas no país.

A nova recomendação é para que as pessoas infectadas pela gripe A fiquem de repouso em casa, o mesmo aconselhado para gripe comum. Somente os pacientes em estado grave devem ser mantidos em isolamento hospitalar ou serem levados para hospitais de referência no tratamento da doença. O novo protocolo de atendimento da gripe suína indica ainda que os hospitais não precisam mais investigar se o paciente esteve recentemente no exterior ou teve contato com alguém recém chegado no Brasil.

Na última semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que, devido ao ritmo acelerado com o qual a doença se espalha, seus técnicos não vão mais contar o número de pessoas infectadas e não vão mais divulgar relatórios mundiais sobre os números da nova gripe, que já chegou a 120 países. São quase 100.000 pessoas infectadas e 429 mortes.

O Ministério da Saúde estima que essa pandemia possa durar dois meses nos grandes centros urbanos. A terceira versão do estudo “Plano Brasileiro de Preparação para uma Pandemia de Influenza”, publicado em 2006, indica que essas epidemias atingem seu pico em duas ou três semanas e se estendem entre a quinta e oitava semana, o que revela que os números ainda irão piorar antes da situação voltar a se normalizar. No período, a Influenza A (H1N1) poderá infectar entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros – desses, entre 205.000 e 4,4 milhões precisarão ser hospitalizados.