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Ministério da Saúde diz que morte de jovem não está relacionada à vacina

Pasta confirma que a adolescente de 16 anos morreu de púrpura trombocitopênica trombótica, doença que causa trombos que entopem vasos sanguíneos

Por Da redação Atualizado em 20 set 2021, 10h56 - Publicado em 20 set 2021, 10h52

Análise feita pelo Ministério da Saúde revelou que a adolescente de 16 anos que morreu uma semana depois de ser imunizada com a vacina da Pfizer faleceu vítima de púrpura trombocitopênica trombótica, doença autoimune que predispõe a formação de coágulo e pode levar à morte. Os trombos viajam pela corrente sanguínea e podem se alojar em órgãos vitais, como coração, pulmões e cérebro. Na sexta-feira, a Secretária Estadual da Saúde de São Paulo havia informado a mesma causa para o óbito. No documento que ainda será divulgado, o Ministério afirma que a morte não tem associação com a vacina. “Não dá para estabelecer uma vinculação”, disse Queiroga à colunista Monica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

Queiroga disse não ser contra a vacinação de adolescentes sem comorbidades, embora na semana passada tenha anunciado a suspensão da campanha para esse público – apesar da determinação federal, diversos estados continuam a imunização. Segundo o ministro, a decisão de interromper a campanha se deu por uma questão de logística e de disponibilidade de vacinas. No entanto, técnicos do Ministério da Saúde que atuam no Programa Nacional de Imunizações reclamam não terem sido ouvidos para a tomada da decisão. Além disso, o recuo do Ministério, que três dias antes de informar a suspensão do programa voltados aos adolescentes havia anunciado sua continuidade, foi atribuída à interferência do presidente, Jair Bolsonaro, e de seus aliados.

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