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Ministério da Saúde amplia acordo para redução de sódio nos alimentos

Termo de compromisso com indústria alimentícia prevê redução gradual do nutriente em mais sete categorias

Por Da Redação - 13 dez 2011, 18h18

Redução de sódio

Pão francês

Teor atual: 648mg/100g

Meta: 586mg/ 100g

Redução: 2,5% ao ano até 2014

Batata palha ou frita

Teor atual: 720mg/100g

Meta: 529mg/ 100g

Redução: 5% ao ano até 2016

Salgadinhos de milho

Teor atual: 1.288mg/100g

Meta: 747mg/ 100g

Redução: 8,5% ao ano até 2016

Bolos prontos

Teor atual: 463mg/100g

Meta: Entre 204mg/100g e 332g/100g (varia conforme o tipo de bolo)

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Redução: De 7,5% a 8% ao ano até 2014

Misturas para bolo

Teor atual: 568mg/100g

Meta: 334mg/100g (aerados) e 250mg/100g (cremosos)

Redução: De 8% a 8,5% ao ano até 2016

Biscoitos

Teor atual:1.220mg/100g (salgados), 490mg/100g (doces) e 600mg/100g (doces recheados)

Meta: 699mg/100g (salgados), 359mg/100g (doces) e 265mg/100g (doces recheados)

Redução: 7,5% a 19,5% ao ano até 2014

Maionese

Teor atual: 1.567mg/100g

Meta: 1.052mg/100g

Redução: 9,5% ao ano até 2014

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acertou com a indústria alimentícia a ampliação do acordo para a redução de sódio nos alimentos. O documento acrescenta sete novas categorias de produtos à lista inicial, de dezesseis variedades, divulgada em junho. São elas batatas fritas e batata palha, pão francês, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos (doces ou salgados).

As mudanças serão feitas de maneira gradual e as metas de redução (confira ao lado) precisam ser cumpridas até 2014 ou 2016, dependendo do produto.

Segundo Padilha, o acordo reforça a tentativa do governo junto às indústrias de alcançar, até 2020, o consumo diário de sal recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de, no máximo, cinco gramas ao dia por pessoa. De acordo com o Ministério da Saúde, o consumo do brasileiro é, em média, 9,6 gramas diárias de sal, sendo que, a cada grama de sal, há 400 miligramas de sódio.

Para o ministro, trata-se de uma medida de prevenção para doenças cardiovasculares, hipertensão e até alguns tipos de câncer. Dados da Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2010 mostraram que a hipertensão arterial atingiu 23,3% dos brasileiros maiores de 18 anos, e problemas cardiovasculares foram responsáveis por 319.000 mortes no país em 2009.

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