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Ministério da Saúde admite que vacinas vindas da Índia podem atrasar

Em nota, o governo disse que a entrega das doses 'pode sofrer constantes alterações, de acordo com a produção dos insumos'

Por Eduardo F. Filho Atualizado em 21 mar 2021, 18h24 - Publicado em 21 mar 2021, 18h22

O Instituto Serum, da Índia, responsável por fornecer vacinas AstraZeneca/Oxford para o Brasil, informou que vai atrasar a entrega de uma nova remessa de imunizantes.  O país está sendo criticado por doar ou vender mais doses do que as inoculações realizadas internamente. Além do Brasil, estima-se que a remessa com destino à Arábia Saudita e ao Marrocos também sofrerão atrasos.

Em nota, divulgada na tarde deste domingo, 21, o Ministério da Saúde admitiu que pode haver atrasos, afirmando que o cronograma de entrega das doses “pode sofrer constantes alterações, de acordo com a produção dos insumos”.

“O contrato firmado com o laboratório Serum prevê a entrega de 8 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford importadas da Índia até julho de 2021, com entregas mensais de 2 milhões de doses a partir de abril”, informa o boletim. Entretanto, nos últimos meses, o governo alterou ao menos duas vezes a previsão de entrega dessas doses.

O Ministério reforçou que o Brasil já garantiu 562 milhões de doses de vacinas, após contratos firmados com diversos laboratórios, que serão distribuídas para o país ao longo do ano.

Até o momento, a Índia, hoje o maior fabricante de vacinas do mundo, já doou 8 milhões de doses e vendeu quase 52 milhões de doses para um total de 75 países. Mesmo assim, ela apresenta o terceiro maior número de infectados por coronavírus – atrás somente dos Estados Unidos e do Brasil. O país enfrenta atualmente um segundo aumento de casos, levando o total de pessoas já infectadas para cerca de 11,6 milhões.

 

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