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Menino de 8 anos ganha orelhas feitas com a própria cartilagem

O americano Elijah Bell nasceu com uma condição genética que afeta o desenvolvimento das orelhas e da audição. Recentemente, após cinco cirurgias, ele recebeu orelhas novas feitas com sua própria cartilagem.

Após nascer com uma condição congênita que afetou o desenvolvimento de suas orelhas e audição, o americano Elijah Bell, de 8 anos, recebeu orelhas novas, feitas com a cartilagem retirada de suas costelas. Esse “defeito” genético é conhecido como microtia bilateral, que deixa o pavilhão auricular subdesenvolvido. O problema acomete uma em cada 50.000 pessoas.

Logo após o nascimento, quando seus pais viram que o menino havia nascido sem as orelhas, Elijah foi submetido a exames para verificar a saúde de outros órgãos e se poderia ouvir. “Sua audição é quase normal. Ele escuta em volume normal, mas não tem a habilidade de ouvir direcionalmente. Elijah utiliza dois aparelhos auditivos BAHA (aparelho de condução óssea), que captam os sons, vibram contra seu crânio e isso faz seu ouvido vibrar também”, contou Colleen Bell, mãe de Elijah, ao site G1.

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Foram cinco cirurgias realizadas ao longo de quatro anos até que o problema fosse resolvido. A primeira, quando Elijah tinha apenas quatro anos, foi a mais dolorosa, de acordo com sua mãe. O procedimento consistitu na retirada da cartilagem das costelas para “esculpir” as orelhas. Em seguida, elas foram implantadas na cabeça de Elijah e os últimos procedimentos foram feitos para acentuar as curvas e reentrâncias naturais de uma orelha.

“Entre seis e oito anos as orelhas de qualquer pessoa já estão desenvolvidas. Fazer a cirurgia nessa idade permite que as crianças [que sofrem dessa condição] comecem com as orelhas prontas”, disse Ananth Murthy, diretor de cirurgia plástica do Hospital Infantil de Akron, nos Estados Unidos, e chefe da equipe que operou Elijah.

De acordo com reportagem do G1, mesmo com as novas orelhas, devido à condição do menino, sons muito altos podem trazer grande incômodo. Quando ele está diante de várias fontes de barulho, pode ter dificuldade para selecionar e distinguir os sons. Mas, na maior parte do tempo, seu cotidiano é como o de qualquer outra criança.

(Da redação)