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Meditação pode reduzir risco cardiovascular em jovens

Prática regular da meditação reduziu volume da massa ventricular esquerda, um indicativo para futuros problemas cardíacos

Por Da Redação - 7 jun 2012, 13h20

Praticar meditação com regularidade pode reduzir os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em jovens com pressão alta. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Ciências da Saúde da Geórgia, nos Estados Unidos, jovens que meditaram 15 minutos duas vezes por dia tiveram menor sobrecarga cardíaca após quatro meses.

A pesquisa contou com a participação de 62 adolescentes negros com hipertensão, divididos em dois grupos. A primeira metade de jovens meditou duas vezes por dia durante 15 minutos. A outra, recebeu apenas orientações sobre como reduzir a pressão arterial e os riscos para doenças cardiovasculares, mas não meditaram. O estudo durou quatro meses.

Entre os jovens que fizeram as sessões de meditação, a massa ventricular esquerda, um indicador para futuras doenças cardiovasculares, estava menor ao final da pesquisa, quando comparados ao grupo controle. Essa massa foi mensurada com ecocardiograma tridimensional antes e depois do estudo. “Aumento da massa muscular do ventrículo esquerdo é causado por uma carga extra no coração de pessoas com hipertensão”, diz Vernon Barnes, um dos responsáveis pela pesquisa. “Alguns desses jovens já possuem um aumento nessa massa muscular por causa de sua pressão arterial mais elevada, o que eles tendem a manter na vida adulta.”

Durante a meditação, que Barnes compara a um período de repouso profundo, a atividade do sistema nervoso simpático diminui e o corpo libera uma quantidade menor do que a normal de hormônios do stress. “Como resultado, os vasos se relaxam, a pressão sanguínea cai e o coração trabalha menos”, diz. De acordo com ele, a meditação transcendental resulta em um descanso para o corpo que geralmente é mais profundo que o sono. “Se praticada ao longo do tempo, a meditação pode reduzir os riscos que esses jovens têm de desenvolver doenças cardiovasculares.”

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