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Médicos de SP agendam nova passeata para esta quarta

Além de SP, outros 22 estados brasileiros devem se mobilizar: as manifestações vão de paralisações nos atendimentos públicos e privados ao uso de adesivos

Por Da Redação - 30 jul 2013, 09h03

Protestos médicos

Confira os estados cujos sindicatos médicos já confirmaram a participação nas mobilizações desta terça e quarta

  1. • Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe: médicos suspendem os atendimentos ao SUS, convênios e particulares nestas terça e quarta
  2. • Bahia: apenas nesta quarta-feira os médicos realizam uma passeata até o Farol da Barra
  3. • Maranhão: nesta terça-feira haverá passeata dos médicos em direção ao Hospital Djalma Marques, no centro da cidade
  4. • Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Tocantins: apenas nesta quarta-feira os médicos suspendem o atendimento ambulatorial ao SUS, convênios e particulares
  5. • Piauí: até quarta-feira, os médicos devem trabalhar usando um adesivo com a frase “Orgulho de ser médico!”. Será entregue aos pacientes uma carta que relata os impasses entre a classe médica e o Governo Federal
  6. • São Paulo: nesta quarta-feira médicos realizam passeata em direção à sede do Conselho Regional de Medicina

Médicos e estudantes de medicina de São Paulo devem se mobilizar novamente nesta quarta-feira para uma passeata contra o programa Mais Médicos e os vetos da presidente Dilma Rousseff à lei do Ato Médico. O encontro da classe médica está agendado para as 16 horas no estacionamento da sede da Associação Paulista de Medicina (APM), localizada na Sé. Em seguida, eles sairão em marcha até a sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), passando pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio, Avenida Paulista e Rua da Consolação.

Reivindicação – Os médicos questionam a derrubada da Medida Provisória 621, que prevê a contratação de médicos estrangeiros sem revalidação de diplomas e a obrigatoriedade de recém-formados trabalharem por dois anos na saúde pública após concluírem os seis anos de faculdade.

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Na última terça-feira passada, médicos de diversos estados brasileiros já haviam suspendido os atendimentos. De acordo com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), para a próxima quinta-feira está prevista uma grande marcha em Brasília – onde ocorre audiência pública sobre o programa Mais Médicos. Após o dia 10 de agosto, a Federação avaliará se as reivindicações propostas pelas manifestações foram atendidas – se os resultados não forem satisfatórios, a Fenam afirma que decretará greve por tempo indeterminado.

Brasil – Manifestações de outros 22 estados brasileiros também devem acontecer entre esta terça-feira e quarta-feira. Segundo a Fenam, sindicatos de médicos de todo o país, com exceção dos estados de Alagoas, Roraima e Pará, já confirmaram a participação nas mobilizações.

Cada estado deverá se manifestar de uma forma: enquanto alguns médicos irão suspender os atendimentos públicos e privados, mantendo apenas os atendimentos de emergência e urgência, outros irão trabalhar usando adesivos para demonstrar apoio às manifestações.

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