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Máscara PFF2 reduz risco de contrair Covid-19 em quase 100%, diz estudo

Segundo pesquisadores alemães, a máscara desse tipo é mais eficaz que as cirúrgicas, mas só alcança esse nível de proteção se utilizada da forma correta

Por Simone Blanes Atualizado em 5 dez 2021, 13h51 - Publicado em 5 dez 2021, 13h44

Um estudo feito pelo Instituto Max Planck, na Alemanha, publicado na revista científica PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, aponta que máscaras do tipo PFF2 – similares a padrões internacionais como N95, KN95 e máscaras P2 – oferecem quase 100% de proteção contra a Covid-19. Segundo os resultados da pesquisa, se um infectado pelo Sars-Cov-2, coronavírus que causa a doença, tiver contato com uma pessoa saudável em espaço fechado, mesmo a uma distância pequena e após 20 minutos, o risco de contágio é de apenas 0,1%. Se estiver vacinada, o perigo de contrair a Covid-19 é ainda menor.

Mas, de acordo com os cientistas alemães, esse risco mínimo depende do uso correto da máscara. Para alcançar esse nível de proteção, ela deve estar bem colocada no rosto, com o clipe de metal ajustado ao nariz, pressionando-o em ambos os lados; um dos elásticos tem que passar por cima da orelha e outro por baixo; e a máscara deve estar bem vedada na parte de baixo, de modo que não haja vazamento de ar.

Caso a máscara não esteja encaixada ao rosto corretamente, o perigo de contaminação sobe para cerca de 4%. O estudo também mostra que máscaras PFF2 usadas da maneira correta protegem 75 vezes mais que máscaras cirúrgicas – estas reduzem o risco de infecção para no máximo 10%, se bem ajustadas. “No dia a dia, a probabilidade real de infecção é certamente de dez a cem vezes menor”, afirma Eberhard Bodenschatz, pesquisador que liderou a análise.

Já sem máscara, o risco de contaminação é bastante alto. Segundo o levantamento, se duas pessoas sem máscara se encontram e uma delas estiver infectada, mesmo a uma distância de 3 metros e poucos minutos, a probabilidade de contágio é de 90%. Se o indivíduo estiver contaminado com uma variante de alta carga viral como a delta, por exemplo, o risco cresce ainda mais. “Nossos resultados demonstram mais uma vez que o uso de máscaras em escolas e nos lugares em geral é uma boa ideia”, completa Bodenschatz.

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