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Mais de 86% dos idosos acima de 70 anos estão totalmente vacinados

Dados do Ministério da Saúde mostram que 11,8 milhões de pessoas dessa faixa etária já receberam duas doses do imunizante contra Covid-19

Por Giulia Vidale Atualizado em 6 jul 2021, 19h05 - Publicado em 5 jul 2021, 19h00

A cobertura vacinal contra a Covid-19 em idosos a partir de 70 anos de idade no Brasil está acima de 86%, segundo dados do Ministério da Saúde. Isso significa que 11,8 milhões de pessoas que eram extremamente vulneráveis à doença – o risco de morte e casos graves aumenta de acordo com a idade – já completaram o esquema de imunização com duas doses. A taxa porém, está abaixo da meta do governo federal de imunizar ao menos 90% das pessoas de todas as faixas etárias.

A maior cobertura – 88,75% – está na faixa de 75 a 79 anos; em seguida, estão as pessoas a partir de 80 anos de idade, com 88,27% e de 70 a 74 anos, com 86,92%. Em pessoas mais jovens, de 65 a 69 anos, a cobertura da aplicação da segunda dose está em 62,2% e em apenas 20,82% naqueles de 60 a 64 anos.

Uma razão para a discrepância tão expressiva no grupo dos 60 a 69 anos é que sua inclusão ocorreu mais recentemente, momento em que o Brasil começou a aplicar com mais intensidade as vacinas que necessitam de doze semanas de pausa entre as aplicações, caso da Pfizer e AstraZeneca.  O outro antígeno em uso no país, a CoronaVac, deve ser aplicada com 28 dias de intervalo entre as duas etapas, o que causa maior proximidade entre os números de primeira e segunda dose.

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A alta cobertura vacinal nesse público já se reflete nas quedas de casos graves e mortes pela Covid-19. Um levantamento feito por VEJA revela que após o Brasil atingir o pico em internações e óbitos semanais pelo novo coronavírus em março, houve redução nesses índices entre a última semana de março e a segunda de junho. As taxas mais significativas foram observadas em sexagenários e septuagenários: -86% e -85%, respectivamente, em mortes e -74% (em ambas) em internações.

Vale lembrar que em abril, essa tendência já havia sido observada em nonagenários e octogenários, grupos que foram vacinados em fevereiro. A primeira dose das vacinas contra Covid-19 disponíveis já conferem algum grau de proteção, mas vale ressaltar que é fundamental completar o esquema de imunização com a segunda dose, para ter uma vacinação durável e com a eficácia semelhante à aferida nos estudos clínicos. A única exceção é o imunizante da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, aprovado como dose única.

Confira o avanço da vacinação no Brasil:

 

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