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Linfoma: paulistas correm mais risco

Por Equipe AE

São Paulo – O linfoma do tipo não Hodgkin, doença que acometeu a presidente Dilma Rousseff e contra a qual o ator Reynaldo Gianecchini está em tratamento, apareceu pela primeira vez nas estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Entre as mulheres, o Estado de São Paulo lidera a previsão de novos casos para o próximo ano: são esperados 7,08 tumores a cada 100 mil mulheres paulistas.

�O linfoma entra pela primeira vez nas estimativas pela sua magnitude, com uma incidência acima das leucemias, tanto em homens como em mulheres�, afirma o coordenador-geral de Assuntos Estratégicos do Inca, Carlos Noronha. �O linfoma é mais incidente na população idosa. O envelhecimento da população corrobora para o surgimento da doença�, explica o hematologista Garles Matias Vieira, médico do Hospital A.C. Camargo. �Também há outros fatores. O uso de terapias imunossupressoras, para o tratamento de doenças autoimunes, como artrite reumatoide, doença de Crohn, ou para evitar a rejeição de órgão transplantado favorece o surgimento do linfoma�, completa.

O linfoma não Hodgkin é um câncer do sistema linfático e tem mais de 20 subtipos diferentes catalogados pela Organização Mundial de Saúde. Os primeiros sintomas incluem o aumento de gânglios (popularmente conhecidos como nódulos ou ínguas), que ficam palpáveis no pescoço, axilas, virilha. Outros sinas da doença são febre persistente por mais de 15 dias e perda não intencional de mais de 10% do peso. O tratamento varia conforme o subtipo da doença – radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea.

Equipe AE