Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Justiça condena médicos e empresários por envolvimento com máfia das próteses

Dois médicos, três servidores públicos e dois empresários foram condenados em primeira instância no Rio Grande do Sul

Por Da Redação 14 jan 2015, 18h16

A Justiça Federal no Rio Grande do Sul condenou sete pessoas pelo crime de improbidade administrativa no Setor de Órteses e Próteses do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. Com a decisão, dois médicos, três servidores públicos e dois empresários terão de devolver mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos. A decisão é em primeira instância e ainda cabe recurso.

A fraude foi descoberta em 2002, mas o processo foi iniciado apenas em 2005. O Ministério Público Federal (MPF) acusou os envolvidos de lucrarem ilegalmente com a colocação de próteses.

Segundo a Justiça, houve superfaturamento nas aquisições de produtos fora da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Os valores eram superiores aos praticados em outros hospitais. Também foi constatado que os médicos autorizavam pagamento de material não utilizado nos pacientes durante os procedimentos.

Leia também:

Governo anuncia combate a fraudes na compra de próteses

Como o próximo presidente pode melhorar a saúde brasileira

Condenados – O MPF denunciou os médicos Ladimir Kosciuk, ex-chefe do Setor de Próteses do Hospital Cristo Redentor, Ladimir Kosciuk, Jorge Schreiner, ex-gerente de internação, os ex-servidores Sayonara Goretti Mariu Lodeyro, Gasparita Clarete Mariu Lodeyro e Marivaldo da Silva, além dos empresários André Luís Silva de Souza e Eduardo Alves Costa.

Conforme o MPF, os médicos, com auxílio dos servidores, trabalhavam para favorecer os empresários na aquisição de material nos procedimentos licitatórios.

(Com Agência Brasil)

Continua após a publicidade
Publicidade