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Japoneses criam cápsula endoscópica que ‘viaja’ pelo aparelho digestivo

Aparelho criado por pesquisadores japoneses captura imagens do esôfago até o cólon e pode ajudar a detectar casos de câncer

Por Da Redação - 21 jun 2011, 21h14

“Ela pode examinar desde o esôfago até o cólon em poucas horas e descobrir tumores” – Kazuhide Higuchi, professor da Faculdade de Medicina de Osaka

Uma equipe de pesquisadores japoneses anunciou nesta terça-feira o desenvolvimento de uma cápsula endoscópica autopropulsionada e controlada à distância que pode ‘nadar’ no aparelho digestivo.

Pesquisadores da Universidade Ryukoku e da Faculdade de Medicina de Osaka conseguiram captar imagens do interior do estômago e do cólon de um ser humano usando a cápsula. “É o primeiro passo para aprovar o uso clínico do aparelho”, afirmaram os pesquisadores.

Segundo a equipe, é a primeira vez no mundo que um endoscópio se desloca de forma autônoma pelo aparelho digestivo e ainda grava imagens do cólon. O trabalho foi apresentado durante uma conferência internacional sobre doenças digestivas, em Chicago, nos Estados Unidos.

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O pequeno instrumento, chamado de ‘Sereia’, mede cerca de um centímetro de diâmetro e 4,5 cm de comprimento. Ele possui uma espécie de nadadeira que permite um controle preciso de sua direção e de sua localização. Os médicos utilizam uma espécie de “joystick” para orientar os movimentos da cápsula com a ajuda de um monitor. Ela pode ser ingerida para um exame de estômago ou inserida via retal pelo cólon. “Ela pode examinar desde o esôfago até o cólon em poucas horas e descobrir tumores”, disse Kazuhide Higuchi, professor da Faculdade de Medicina de Osaka.

Cápsulas endoscópicas têm sido desenvolvidas desde os anos 1980 e se tornaram bastante utilizadas a partir dos anos 2000. Mas elas não eram capazes de mover-se de forma autônoma e se deslocavam por meio das contrações musculares do aparelho digestivo. A cápsula criada pelos japoneses foi primeiro testada no estômago de um cachorro em 2009 e depois foi modificada para se tornar menor.

(Com Agência France Presse)

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