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Itália exige prova de vacinação ou de teste negativo para trabalhadores

Quem não apresentar os documentos será suspenso e, se até cinco depois não regularizar a situação, terá o pagamento interrompido

Por Simone Blanes 17 set 2021, 18h30

O governo da Itália anunciou que, a partir do dia 15 de outubro, todos os trabalhadores do país, incluindo autônomos, serão obrigados a apresentar um passe verde para exercer suas funções. O documento é uma prova de vacinação ou de teste negativo.  “A implementação de um passe como este, que estamos trazendo em vigor, vai nos ajudar a impulsionar a campanha de vacinação no país”, disse o ministro da Saúde, Roberto Speranza.

A medida, considerada uma das mais rígidas do mundo, fará com que qualquer pessoa sem o passe seja suspensa do trabalho, tendo seu pagamento interrompido após cinco dias. As empresas e trabalhadores que infringirem a lei poderão ainda pagar uma multa que pode chegar a € 1.500 (cerca de R$ 9.300). Funcionários das escolas também serão obrigados a mostrar o documento, que pode ser físico ou digital, e já é exigido para acessar estações de trem, cinemas, restaurantes, academias e piscinas do país.

Apesar do movimento antivacina ser minoria na Itália, o governo quer garantir que as pessoas se imunizem, especialmente por conta do aumento de infecções impulsionado pela variante Delta. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o país registrou mais de 4,6 milhões de casos de Covid-19 e cerca de 130 mil mortes relacionadas ao coronavírus desde o início da pandemia. A boa notícia, porém, é que a maioria da população apoia a campanha de vacinação do governo: ao todo, quase 65% dos italianos já foram totalmente vacinados.

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